Sentença de julgamento do Santa Clara será conhecida em breve

Sentença de julgamento do Santa Clara será conhecida em breve

 

LUSA/AO online   Futebol   23 de Set de 2015, 18:10

O Tribunal de Ponta Delgada vai deliberar em breve a decisão quanto à providência cautelar interposta por Mário Batista, antigo presidente da SAD do Santa Clara, que alega ilegalidade quanto à sua destituição do cargo

A última audiência de testemunhas decorreu esta tarde no Tribunal de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, onde decorreram as alegações finais de Josué Rodrigues Lopes, advogado de Mário Batista, ex-presidente da SAD do Santa Clara, e de Sílvia Ferreira, advogada de Rui Cordeiro, atual presidente da SAD da formação açoriana.

Na ocasião, Josué Rodrigues Lopes defendeu que, enquanto Mário Batista esteve presente na assembleia-geral do passado dia 24 de junho de 2015, onde viria a ser destituído, "não se propôs a destituição fosse de quem fosse" e que os administradores Mário Batista e Domingos Viveiros "só souberam que foram destituídos através da imprensa".

O advogado de defesa de Mário Batista sublinhou ainda que houve um acordo para realizar uma assembleia-geral para aprovar contas relativas a 2013-2014 "e nada mais" e que todo este processo reflete "uma sede de poder" por parte de todas as pessoas que "fizeram cair" a anterior administração e que conduziram a SAD "para uma situação de dificuldade".

Por outro lado, Sílvia Ferreira atesta que Mário Batista terá abandonado a assembleia-geral do passado dia 24 de junho "depois de ouvir que ia ser deliberada a sua destituição".

A advogada de Rui Cordeiro sublinhou ainda que o clube está a cumprir com as suas obrigações e conforme a lei e que "o maior dano está ser causado por esta ação" em Tribunal interposta por Mário Batista que poderá retirar o clube do campeonato da II Liga de futebol.

Sílvia Ferreira pediu que fossem "ponderados os danos", sendo que o advogado do Marítimo B se prepara para avançar com um pedido de anulação da inscrição do clube, caso se verifique a anulação de todas as deliberações tomadas na assembleia-geral de 24 de junho, que para além da destituição da administração aprovou as contas do ano 2013/14, condição obrigatória para a inscrição do clube na época 2015/2016 da II Liga de futebol.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.