Sampaio da Nóvoa alerta para efeito da eleição de quem apoiou a austeridade

Sampaio da Nóvoa alerta para efeito da eleição de quem apoiou a austeridade

 

Lusa/AO Online   Nacional   18 de Jan de 2016, 05:16

O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa alertou para o efeito da eleição de quem apoiou a austeridade e de quem esteve confortável com os momentos em que o atual Presidente da República se demitiu de defender a Constituição.

 

“Se queremos voltar a ter um Presidente que valoriza a coesão do todo nacional, que se empenha na solidariedade e na construção de um país mais justo, não podemos ignorar o efeito que teria a eleição de quem sempre apoiou a austeridade, fez campanha por quem defendeu a austeridade e é apoiado por quem continua a insistir na austeridade”, afirmou António Sampaio da Nóvoa, em Ponta Delgada, Açores.

Num jantar comício, o candidato salientou que se o país quer voltar a ter “um Presidente que coloca a Constituição na linha da frente das prioridades do seu mandato”, não pode “eleger quem esteve confortável com os momentos em que o atual presidente se demitiu de defender a Constituição”.

“Se queremos voltar a ter um Presidente que respeita todos os cidadãos e todas as instituições da República, não podemos conviver bem com a eleição de quem não se colocou do lado certo da defesa do aprofundamento das autonomias quando o presidente atual as pôs em causa”, continuou Sampaio da Nóvoa.

Sem nunca referir nomes, o candidato criticou ainda quem considera que para as eleições de domingo está tudo decidido.

“Fazer de conta, como muitos fazem, que está tudo decidido, que a campanha eleitoral pouco interessa e que tudo não passa de uma formalidade é, permitam-me a dureza da expressão, desrespeitar os eleitores, desconsiderar os cidadãos, apoucar os portugueses”, afirmou.

No discurso, onde destacou a importância dos Açores na história do país, o antigo reitor abordou a qualidade da autonomia, reconhecendo que ao longo do tempo esta se foi “aprimorando”, mas a “evolução, pacífica e consensual” teve “um especial percalço” vinda de onde menos se deveria esperar.

“A revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores (…) viu-se subitamente travada pelas reservas do atual Presidente da República que, num ato para muitos, quase todos, incompreensível, olhou para esta melhoria da qualidade da democracia nos Açores como um problema, como um atentado aos seus poderes”, recordou.

Para Sampaio da Nóvoa, cujo pai foi ministro da República na região, nesse momento Cavaco Silva “perdeu de vista a sua missão unificadora e conciliadora”, assinalando que “onde deveria ter havido cooperação institucional, houve acrimónia” e “onde deveria ter havido lealdade, houve dramatização”.

Assegurando que agirá de “maneira completamente diferente”, o candidato observou que no Portugal democrático “não há espaço para ideias tutelares sobre quaisquer regiões ou sobre as suas instituições”.

Aos presentes, Sampaio da Nóvoa disse que quer ser o Presidente da República que "vai reconciliar a função presidencial com as autonomias, que as vai olhar de frente com o respeito que a sua robustez e a sua dignidade" exigem a todos, porque o chefe de Estado "tem de ser um garante da autonomia regional, e nunca, mas nunca um seu adversário”.

 



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