Rede de 370 instituições do distrito do Porto apoiou 54 mil carenciados em 2015

Rede de 370 instituições do distrito do Porto apoiou 54 mil carenciados em 2015

 

Lusa / AO online   Nacional   11 de Jun de 2016, 10:55

Cerca de 54 mil pessoas carenciadas foram apoiadas em 2015 pelas instituições de solidariedade social do distrito do Porto, revelou hoje à agência Lusa o presidente da união que as representa, o padre José Lopes Baptista.

 

Ainda segundo os números fornecidos pelo presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Porto (UDIPSS - Porto), esse apoio foi prestado por uma rede de 370 instituições, contando com o suporte de 13 mil colaboradores, três mil voluntários fora dos órgãos sociais e 4.070 em órgãos sociais.

Nas suas declarações à Lusa, o dirigente destacou o "percurso positivo" daquelas instituições no período que decorreu entre o início da crise e a atualidade.

Segundo o dirigente, "apesar da austeridade as instituições conseguiram manter-se. Houve indicações para que não embarcassem em despedimentos, mas antes em prosseguir o seu apoio. E em alguns casos até houve aumento do emprego".

E acrescentou: "o trabalho das IPSS ajudou à coesão social e [fez com] que as tensões não fossem além de alguma turbulência".

O apoio que surgiu da sociedade em termos de voluntariado, de acordo com o responsável, também se fez sentir: "o aumento do voluntariado - que tem um peso de otimização - decorre de ter havido mais desemprego, com essas pessoas a darem o melhor de si próprio como fonte de realização pessoal".

No caso concreto da terceira idade, que ocupa também o quotidiano de preocupações da UDIPSS, o dirigente considerou que "não há uma correlação entre o apoio da Segurança Social e a vida das pessoas".

"As regras que nos regem estão fora de prazo devido à duração de vida das pessoas e dos seus comportamentos de saúde e físico", observou igualmente, afirmando que o setor que superintende na região do Porto "contribui muito para o PIB [Produto Interno Bruto] nacional, cerca de 20%".

José Lopes Baptista, que disse esperar ser este o último mandato que cumpre na liderança da UDIPSS-Porto, considerou que "é fora das cidades que as instituições de cariz social estão [mais] implantadas" e deu conta de uma alteração de paradigma na forma como hoje surge este tipo de trabalho.

"Antigamente a mobilização surgia por compaixão e por paixão", hoje surge por "fenómenos de cidadania", disse o padre, destacando que este setor não deve ser confundido com "atividade empresarial, ainda que numa fase posterior possa vir a gerar emprego".

Quando questionado sobre a sobrecarga de solicitações ao setor social em período de austeridade, disse: "fomos capazes de mostrar a nossa paixão na comunhão do sofrimento das pessoas, de uma solidariedade que nos ensinou a ser gente realizada, ajudou-nos a reencontrar o nosso ADN, o para que existimos, porque existimos e como existimos e deu-nos a convicção de que ainda hoje o país, para a coesão social, não pode viver sem as IPSS".

"E isso é tremendamente positivo!", disse.

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