PSP destruiu mais de 4.300 armas provenientes de todo o norte do país

PSP destruiu mais de 4.300 armas provenientes de todo o norte do país

 

Lusa/AO Online   Nacional   8 de Mai de 2015, 12:18

A Polícia de Segurança Pública (PSP) destruiu esta manhã mais de 4.300 armas brancas e de fogo, que incluíram metralhadoras "uzi" com silenciador, numa unidade de eliminação de metais na freguesia de Folgosa, na cidade da Maia.

 

Esta é já a terceira operação de destruição de armas por parte da PSP desde o início do ano, que não constitui, contudo, um medidor fiável da evolução da criminalidade violenta, dado que envolveu tanto armas apreendidas como doadas por particulares ao longo de vários anos.

"Prosseguimos a ação de destruição em resultado de uma melhor gestão das armas nos nossos depósitos", declarou aos jornalistas Paulo Pereira, diretor do departamento de armas e explosivos da PSP, avançando que "depois destas 4.300, ficarão mais de 16 mil armas destruídas" em 2015.

As diversas armas, de vários calibres e propósitos, a par de navalhas, espadas, facas de mato, espingardas de guerra ou caça, metralhadoras, bastões, soqueiras, dispersores de gás pimenta, “tasers” ou bestas poderão “ter aproveitamento para fins museológicos, operacionais e de investigação, ou serão afetas a outras instituições, para além da PSP”, esclareceu o superintendente Paulo Pereira.

"Sempre que é possível dar-lhes outra utilidade, a PSP aproveita-as", sublinhou João Pinho de Almeida, secretário de Estado da Administração Interna, também presente na unidade de eliminação de metais da Maia, louvando a "organização que tem vindo do ano passado e que permitiu a destruição de mais de 20 mil armas" em 2014.

Segundo João Pinho de Almeida, o facto de em 2015 já estarem obliteradas armas em mais de metade desse valor, resulta de uma decisão em agir "tão depressa quanto possível para destruí-las, pelo que a PSP tem aumentado de ano para ano a sua eficiência nesta missão".

"Isto não significa - e é muito importante ter consciência disso - que haja mais apreensões ou que haja mais armas a circular ou sequer mais crimes cometidos", sublinhou o secretário de Estado, frisando que reflete apenas uma "organização e eficiência maiores daquilo que é uma missão essencial da PSP".

A PSP prevê ainda mais duas operações de eliminação de armas ilegais, uma em Lisboa e outra no Porto, "mais lá para o fim do ano", segundo o diretor do departamento de armas e explosivos.

 

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