PS afirma que "nuvens negras" do país só se dissipam com mudança de Governo


 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Dez de 2014, 05:44

O presidente do PS, Carlos César, acusou o primeiro-ministro de repetir as promessas que não cumpriu quando foi eleito e defendeu que as "nuvens negras" no horizonte do país só se dissipam com mudança de Governo.

 

Carlos César, ex-presidente do Governo Regional dos Açores entre 1996 e 2012, falava à agência Lusa em reação à tradicional mensagem de Natal proferida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na qual defendeu que Portugal tem agora um horizonte aberto, sem acumulação de "nuvens negras", mas advertindo que importa proteger aquilo que foi conseguido com sacrifício.

O presidente do PS pegou na imagem usada por Pedro Passos Coelho, mas fez uma análise contrária sobre a situação do país: "No mar de dificuldades que atravessamos, de facto, as nuvens negras no horizonte só se dissipam pela perceção de substituição do atual Governo, que espero que se concretize".

Para Carlos César, a comunicação hoje feita pelo líder do executivo de coligação PSD/CDS não se tratou de uma mensagem de Natal, "mas sim de uma mensagem eleitoral".

"Ao não saber separar uma coisa da outra, o primeiro-ministro revela como para ele os cidadãos são votantes cujos votos importa arrecadar, e não pessoas cuja dignidade importa preservar. Infelizmente, o primeiro-ministro mostra-se longe da dimensão humanista que gostávamos de ver e que deve orientar, de resto, os governantes, sobretudo em tempo de crise", disse.

De acordo com o presidente do PS, "os poucos aspetos positivos" que constaram do balanço político feito pelo primeiro-ministro "escapam manifestamente ao mérito do Governo".

"E o primeiro-ministro não se justifica nos negativos: no de ter conseguido ao mesmo tempo aumentar sacrifícios e dívida; adiar reformas e colapsar sistemas onde tocou, como na justiça e na educação; deixar o país sem política externa, seja em África, no Atlântico, no espaço ibérico, tornando-se irrelevante no contexto europeu e abandonando as comunidades emigradas", acusou o presidente do PS.

Segundo Carlos César, "é possível seguir outro caminho, defender melhor Portugal face ao exterior, requalificar o Estado, proteger melhor os portugueses, sermos sóbrios e criteriosos nos gastos públicos, e reganhar confiança para a política, nos seus recursos, nos seus talentos e nas suas regiões".

"É para isso que trabalhamos no PS, que trabalhamos para o país, para devolvermos confiança nesse horizonte próximo", acrescentou o ex-presidente do Governo Regional dos Açores.

 


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