Primeiro-Ministro diz que portugueses têm agora menos nuvens negras e futuro em aberto

Primeiro-Ministro diz que portugueses têm agora menos nuvens negras e futuro em aberto

 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Dez de 2014, 05:27

O primeiro-ministro afirmou que este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que Portugal tem um horizonte aberto, sem acumulação de nuvens negras; mas adverte que importa proteger aquilo que foi conseguido com sacrifício.

 

Estas são duas das principais ideias presentes na tradicional mensagem de Natal do líder do executivo, Pedro Passos Coelho, na qual também avisou que o país deverá estar preparado em 2015 para "várias incertezas no plano externo, nomeadamente na Zona Euro e no leste europeu".

"Mas este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte. Será o primeiro Natal desde há muitos anos em que temos o futuro aberto diante de nós. Houve muita coisa que mudou em todo este período e finalmente começamos a colher os frutos dessas transformações", sustentou o primeiro-ministro.

Sobre a evolução do país a curto e médio prazo, Pedro Passos Coelho assinalou que há ainda "muitas escolhas a fazer" para fortalecer o nosso presente e preparar o nosso futuro".

"É muito importante proteger o que já conseguimos juntos, com grande esforço e sacrifício. Não queremos deitar tudo a perder. Queremos, sim, construir uma sociedade com mais emprego, mais justiça, menos desigualdades, em que não haja privilégios nas mãos de um pequeno grupo com prejuízo para todos", frisou.

Na sua mensagem de Natal, a última da presente legislatura, o primeiro-ministro referiu-se aos três últimos anos de Governo "fortemente marcados pela resposta ao colapso financeiro de 2011", embora acrescentando que 2014 foi já "um ano extremamente importante".

"Fechámos o programa de auxílio externo com uma saída limpa, sem precisar de assistência adicional. Termos concluído em maio deste ano o programa de assistência no calendário previsto, e nos nossos próprios termos, atestou a grande capacidade dos portugueses de responder aos maiores desafios. Ainda para mais quando, depois de termos concluído o programa de assistência externo, fomos obrigados a lidar com a grande adversidade que constituiu a necessidade de resolução de um grande banco nacional", disse, numa alusão ao colapso financeiro do Banco Espírito Santo (BES).

Passos Coelho considerou depois que a conclusão do programa da ?troika' "ficará por muitos anos na nossa história como um marco decisivo de confirmação de um grande consenso nacional - que queremos viver numa sociedade moderna, europeia e aberta".

"Depois das tremendas dificuldades a que fomos sujeitos, termos reconquistado a nossa autonomia, e termos posto em marcha um processo sólido de recuperação do país, é um feito que deve orgulhar cada um de nós", advogou.

Na perspetiva do primeiro-ministro, o país entrou já numa nova fase de "crescimento, de aumento do emprego e de recuperação dos rendimentos das famílias".

"Sei que muitos portugueses ainda lidam com enormes dificuldades no seu dia-a-dia e que, portanto, é essencial o propósito de garantir que todos sentirão a melhoria das condições de vida", observou.

Porém, segundo Passos Coelho, em 2015 haverá "uma recuperação assinalável do poder de compra de muitos portugueses, a começar pelos funcionários públicos e pensionistas".

"Mas também de todos os portugueses em geral com o alívio fiscal que a reforma do IRS irá trazer, procurando especialmente proteger quem tem filhos a seu cargo e familiares mais velhos na sua dependência. Num contexto em que ainda não podemos ir tão longe quanto gostaríamos é muito importante que quem tem mais responsabilidades na sua vida familiar encontre um alívio fiscal maior. Também aqui estamos a falar de justiça e da construção de uma sociedade mais amiga das famílias", acrescentou.

 

 



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