PS/Açores quer que governo regional continue "caminho da recuperação" em 2016


 

Lusa   Regional   12 de Set de 2015, 10:50

O líder do grupo parlamentar do PS/Açores defendeu hoje a necessidade de "continuar a fazer o caminho de recuperação" que tem sido possível realizar nos Açores nos últimos anos, em 2016, com algumas medidas que só existem na região

“Esta estratégia quer estrutural, quer complementarmente conjuntural, é que nos permite termos hoje um desemprego em decrescendo, mais população empregada, indicadores de atividade económica a melhorar de trimestre para trimestre”, declarou Berto Messias.

Berto Messias foi recebido hoje, em Ponta Delgada, pelo presidente do Governo dos Açores no âmbito da auscultação das forças políticas regionais sobre o Plano e Orçamento para 2016.

O dirigente socialista considerou que se tem reduzido a taxa de esforço mensal através de medidas como a remuneração complementar e complemento regional ao abono de família, a par de outras iniciativas no valor de 250 milhões de euros, algo que “só é possível ter acesso nos Açores”.

O dirigente do PSD/Açores António Soares Marinho considerou que 2015 está a ser um melhor ano do que o anterior, o que “acaba por concretizar a esperança” que o líder do seu partido, Duarte Freitas, introduziu aquando do encerramento do debate parlamentar do Plano e Orçamento de 2015.

“Isso confere-nos algum orgulho pelo facto de os fatores principais que estiveram na base da melhoria verificada terem sido a descida dos impostos e das tarifas aéreas, nas quais existe uma inquestionável impressão digital do PSD/Açores e do seu presidente”, declarou António Soares Marinho.

O dirigente social-democrata deixou ainda a mensagem que a SATA deve ser munida dos meios financeiros necessários para que haja um ajustamento das tarifas aéreas inter-ilhas, visando evitar os estrangulamentos que se fazem sentir.

O líder do PCP/Açores defendeu a reposição do diferencial fiscal para a taxa normal do IVA, o que considerou que teria como efeito a sua redução de 18 para 16 por cento, visando produzir efeitos positivos na economia da região.

A par de um acréscimo ao salário mínimo nacional, o dirigente comunista quer ainda aumentos do complemento regional de pensão e do abono de família, tendo salvaguardado que, na eventualidade de estas sugestões não serem aceites pelo Governo dos Açores, avançará com propostas próprias no parlamento.

O dirigente do Bloco de Esquerda, Paulo Mendes, defendeu também o aumento do complemento regional ao salário mínimo nacional em 30 euros e do complemento de pensão em 15 euros.

Paulo Mendes reivindicou um investimento no Serviço Regional de Saúde para contrariar a suborçamentação de que se tem verificado nos últimos anos, que tem afetado a prestação dos cuidados de saúde.

O dirigente do BE preconiza ainda a necessidade da criação de alternativas ao desemprego que se está a gerar na Base das Lajes, por parte dos governos da República e dos Açores.

Graça Silveira, do CDS-PP, recuperou uma proposta do partido de 2012, considerando que esta faz todo o sentido, e que passa pela aquisição de um pequeno cargueiro.

A deputada regional referiu que o modelo de transporte aéreo de passageiros “está um caos”, havendo ilhas onde é “completamente impossível conseguir disponibilidade de voo” para o continente, mesmo que se esteja na disposição de pagar “preços astronómicos”.

Graça Silveira manifestou ainda “grandes preocupações em relação ao setor agropecuário”, um dos principais pilares da economia dos Açores, que está a passar por “uma crise sem precedentes”.


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