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Programas ocupacionais são para manter até conjuntura melhorar

Programas ocupacionais são para manter até conjuntura melhorar

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Set de 2016, 06:11

O candidato do PSD a presidente do Governo dos Açores assumiu hoje que, se vencer as eleições regionais, vai manter os programas ocupacionais, solução que critica mas considera necessária na atual conjuntura.

 

“Os programas ocupacionais irão continuar enquanto forem necessários”, afirmou Duarte Freitas em entrevista à agência Lusa, acrescentando que, apesar da precariedade, estes programas “são necessários num momento de fragilidade e em que não há empregos”.

De acordo com Duarte Freitas, existem nos Açores cerca de 6.000 pessoas a frequentar programas ocupacionais, porque a economia “chegou a um ponto muito difícil e de enorme crise”, e, “enquanto a economia não reagir, os programas ocupacionais são necessários”.

Para o candidato social-democrata, o importante é trabalhar para “acabar com esta precariedade” e dar esperança aos jovens, trabalho que se faz “através do desenvolvimento da economia, utilização de fundos europeus e regionais, e captação de investimento externo”, defendendo igualmente alterações legais aos diplomas dos programas ocupacionais.

“O Governo existe para ajudar quem precisa, quando é preciso, mas não para amarrar as pessoas, especialmente os jovens, à falta de esperança e à precariedade e é isso que nós temos de resolver”, declarou o líder do PSD/Açores.

O candidato adiantou que a taxa de desemprego jovem está na ordem dos 40% nos Açores, “apesar de todos os programas ocupacionais existentes”, e este “é um problema que tem de ser atacado e resolvido”.

Alegando que 70% do emprego nos Açores provém de pequenas e médias empresas e que os privados só tiveram 20% das verbas do último quadro comunitário de apoio, Duarte Freitas comprometeu-se, também, a alterar este cenário se vencer as eleições, facilitando e desburocratizando o acesso a estas verbas por parte dos empresários.

Apesar da ambição de colocar um fim a 20 anos de governação socialista, Duarte Freitas considerou que nem tudo foi mau.

“Não quero mudar o que está bem. Quero apenas mudar o que está mal”, garantiu, defendendo que a Educação é a chave para o futuro do arquipélago e preconiza a aposta na escola digital.

Para o candidato, é importante ultrapassar “os rankings negativos nesta área”, assim como implementar a escola digital.

“Defendo uma linguagem informática a partir do 5.º ano de escolaridade, porque nas novas tecnologias temos uma grande mercado, com enorme potencial de criação de emprego, desde logo emprego jovem”, declarou Duarte Freitas, explicando que a escola digital insere-se num plano maior, incluindo estabelecer contratos de autonomia com os estabelecimentos de ensino.

O candidato social-democrata frisou que “a autonomia fez-se para que, em áreas de competência própria, como a Educação e Saúde, a região pudesse estar mais avançada e os açorianos mais bem servidos”.

Na Saúde, outra das áreas prioritárias num futuro governo social-democrata, Duarte Freitas comprometeu-se, no prazo de uma legislatura, a ter médicos de família para todos os açorianos, a retomar a deslocação de médicos especialistas às várias ilhas sem hospital e “diminuir fortemente” as listas de espera cirúrgicas, através de “um programa contínuo de produção acrescida, tendo em conta a capacidade instalada ao nível dos blocos operatórios”.



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