PPM acredita que redução de tarifas dará "novo impulso" ao turismo


 

Lusa/AO online   Regional   21 de Jul de 2014, 16:08

O líder do PPM considerou hoje que a redução do preço das passagens aéreas entre os Açores e o continente vai dar "novo impulso" ao turismo regional e alertou para a necessidade de reestruturar a SATA Internacional.

 

“Estou absolutamente convencido de que nós vamos ter, para não residentes, preços também muito mais baixos nas passagens aéreas, o que vai permitir um aumento importante da deslocação de não residentes, nomeadamente no âmbito do turismo”, afirmou Paulo Estêvão à agência Lusa, acrescentando que os passageiros não residentes para os Açores atingem os 70%.

Na sexta-feira, o presidente do Governo dos Açores revelou que foi concluído o processo negocial entre os executivos regional e nacional referente à revisão das obrigações de serviço público no transporte aéreo entre a região e o continente. O novo modelo prevê, entre outros aspetos, tarifas aéreas para residentes no valor máximo de 134 euros e a liberalização das ligações entre o continente e as ilhas Terceira e São Miguel.

Para Paulo Estêvão, é preciso, agora, preparar a SATA Internacional (a empresa do grupo SATA que voa para fora do arquipélago) para poder enfrentar a concorrência, pelo que defende a necessidade de haver uma reestruturação interna da companhia aérea dos Açores.

“Preocupa-me a falta de coordenação e alguma gestão caótica que tem vindo a ser praticada na SATA. Estou absolutamente convencido de que, num cenário concorrencial, a SATA Internacional terá enormes dificuldades se mantiver o atual modelo”, referiu o dirigente monárquico, que é deputado no Parlamento dos Açores.

Para que o novo modelo de transporte aéreo funcione em pleno, Paulo Estêvão considerou que será necessário também o Governo Regional mexer no atual modelo de obrigações do transporte aéreo entre as ilhas, nomeadamente, baixando o preço das passagens.

“A redução das tarifas entre os Açores e o continente é muito favorável. Resta agora saber se o Governo Regional irá também responder com a diminuição do preço das viagens entre as ilhas”, disse Paulo Estêvão, lembrando que atualmente uma viagem entre o Corvo e a Graciosa pode custar mais de 270 euros.

Paulo Estêvão manifestou-se “muito satisfeito” por os residentes nas ilhas mais pequenas não terem sido penalizados com as alterações agora introduzidas, uma vez que o preço máximo do bilhete para ir a Lisboa ou Porto, 134 euros, foi fixado para toda a região independentemente da ilha de partida e do aeroporto do arquipélago escolhido pelo passageiro para viajar.

O presidente do executivo açoriano disse na sexta-feira que vai iniciar-se agora a revisão das obrigações de serviço público nas ligações entre ilhas do arquipélago, dizendo acreditar que "há espaço" para baixar as tarifas.



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