População feminina nas prisões portuguesas está a envelhecer

População feminina nas prisões portuguesas está a envelhecer

 

Lusa/AO online   Nacional   8 de Mar de 2016, 16:42

O diretor-geral da Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata, disse hoje que a população feminina presa está a envelhecer, mais de 25% é de nacionalidade estrangeira e a maioria das reclusas (75,8%) são condenadas.

 

No Dia Internacional da Mulher, o diretor-geral da Reinserção e Serviços Prisionais visitou a ala feminina do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo e, durante a sua intervenção, anunciou que a população feminina em Portugal “está a envelhecer”.

Segundo aquele responsável, num total de 837 presidiárias, 5,5% dessas mulheres têm “mais de 60 anos” e apenas "0,8% têm menos de 20 anos".

Outro traço característico nas prisões de mulheres em Portugal é que a maioria está condenada (75,8%) e mais de 25% (229 mulheres) são estrangeiras, principalmente de nacionalidade brasileira. Mais de metade, 63,3%, têm penas entre os “três e os nove anos”.

Os principais crimes cometidos pelas mulheres que estão encarceradas estão relacionados com o tráfico de droga, como é o caso de Maria Aurélia Soares, 38 anos de idade, condenada a nove anos de prisão por tráfico de estupefacientes e há quatro anos na cadeia.

“Gostava de conseguir o meio da pena para sair em liberdade”, confessa à Lusa Maria Aurélia Soares, enquanto vai cosendo sapatos tipo cruzeiro, e de onde consegue tirar um ordenado de 150 euros/mês.

Questionado pelos jornalistas sobre um relatório europeu divulgado hoje que indica que Portugal é o 9.º país com maior sobrelotação, Celso Manata retifica e diz que o problema de Portugal “não é de sobrelotação, é de população prisional”.

“Nós neste momento temos uma população de 14 mil (números redondos) e se formos olhar para os países à nossa volta nós devíamos ter à volta de 11 mil presos. Portanto, o nosso problema começa na população, ou seja, devíamos ter menos gente encarcerada”.


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