Operação da Atlânticoline nos Açores suspensa e sem estimativa de quando será retomada


 

AO/Lusa   Regional   13 de Jun de 2015, 15:55

A operação de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores da Atlânticoline continua suspensa e não há uma estimativa de quando será retomada, disse este sábado à Lusa o presidente da administração da empresa, João Ponte.

 

Os dois barcos usados pela Atlânticoline estão com avarias e a operação da empresa está parada desde quarta-feira.

A Atlânticoline teve a expetativa de retomar parcialmente a operação, na quinta e na sexta-feira, com um dos navios, que esteve a ser reparado pelo armador grego a quem a empresa pública açoriana freta os barcos para as ligações que faz entre todos os grupos de ilhas dos Açores entre maio e setembro.

No entanto, após a reparação e os testes de mar, na sexta-feira, a Autoridade Marítima não concedeu a autorização necessária para o barco voltar a operar, pelo que a responsabilidade do problema está nas mãos do armador grego, que fará hoje, ao final da tarde, nova inspeção ao navio, disse João Ponte.

O presidente da Atlânticoline acrescentou que, assim, neste momento [sábado à tarde], a empresa não tem estimativa de quando a operação será retomada.

Ainda na sexta-feira, a Atlânticoline informou que foram já em definitivo canceladas cinco ligações, que se realizariam entre 14 e 18 de junho, com passagem por oito das nove ilhas dos Açores.

João Ponte acrescentou hoje que os passageiros que estavam em trânsito foram já todos reencaminhados em voos fretados ou regulares da SATA. Quanto às viaturas destas pessoas, ficaram à guarda da Atlânticoline que as entregará aos proprietários "o mais rápido possível", recorrendo a transporte marítimo de mercadorias ou ao seu próprio navio, se entretanto a operação for reatada.

O presidente da empresa açoriana afirmou um grupo de pessoas da ilha de São Miguel, que tinha como destino o Faial, para participar numa concentração 'motard', e estava retido na Terceira, recusou a solução de viajar de avião, pelo que, neste caso, ficaram "à sua conta".

Em declarações à Antena 1/Açores, elementos desse grupo acusaram a Atlânticoline de os abandonar, o que João Ponte disse não corresponder à verdade.

Quanto aos passageiros que não chegaram a iniciar viagem, a empresa informou que poderiam pedir para reprogramar as suas viagens quando as ligações fossem retomadas ou, então, solicitar o reembolso dos bilhetes.

Quanto ao segundo navio usado pela Atlânticoline, igualmente fretado ao mesmo armador grego, embateu na quarta-feira num objeto no mar, que se pensa que era um cachalote, e ficou com o sistema de estabilização danificado. A reparação exige que o navio vá para Lisboa e não há ideia de quanto tempo demorará.

João Ponte estimou na sexta-feira que mais de mil pessoas foram afetadas pelas viagens já canceladas pela Atlânticoline.

Além da Atlânticoline, também a Transmaçor, igualmente pública, faz transporte marítimo regular de passageiros e viaturas nos Açores, neste caso, durante todo o ano, mas apenas no grupo central e com navios mais pequenos.


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