Mais de 115 organizações já assinaram a Carta Portuguesa para a Diversidade

Mais de 115 organizações já assinaram a Carta Portuguesa para a Diversidade

 

AO/Lusa   Nacional   6 de Mai de 2017, 14:03

Mais de 115 organizações de todos os setores empresariais já assinaram a Carta Portuguesa para a Diversidade, lançada há um ano com o objetivo de contribuir para lutar contra a discriminação e promover a igualdade no mercado laboral.

 

Para divulgar a iniciativa, os promotores da carta realizam no dia 22, em Lisboa, o primeiro Fórum Nacional para a Diversidade, onde será apresentado o Selo da Diversidade, que premiará “as organizações com as melhores práticas no reconhecimento, respeito e valorização da diversidade no local de trabalho”.

A Carta para a Diversidade é uma iniciativa da Comissão Europeia, que desafiou os países da união Europeia a aderirem a este movimento, disse à agência Lusa Carla Calado, membro da comissão executiva da Carta.

“O desafio é que cada país escreva o texto da sua própria carta” de “uma forma relevante localmente" e mobilize os empregadores para a assinar, firmando, assim, um compromisso de promover os princípios da diversidade e inclusão na sua organização, adiantou a também gestora de projetos na área da inclusão económica da Fundação Aga Khan.

Segundo Carla Calado, a Carta para a Diversidade já existe em 16 países da UE.

“Cada país vai criando uma filosofia de trabalho diferente. Em Portugal, o texto da carta foi construído colaborativamente com 30 organizações dos diferentes setores”, o que representou “um desafio muito grande”.

“Decidimos fazer um texto completamente diferente de todas as cartas que existem. Tem um tom muito positivo”, com “indicações claras sobre o que pode ser feito”, explicou.

A carta portuguesa descreve medidas concretas que podem ser tomadas para promover a diversidade e a igualdade de oportunidades no trabalho, independentemente da origem étnica e social, orientação sexual, género, idade, características físicas, estilo pessoal e religião.

De acordo com o documento, as organizações signatárias comprometem-se, entre outras coisas, a “promover práticas de gestão de pessoas que suportem os princípios da diversidade e inclusão com um especial enfoque na igualdade de tratamento e de oportunidades no processo de recrutamento e seleção, na formação e desenvolvimento profissional, na avaliação, na progressão na carreira e na remuneração”.

Carla Calado adiantou que “qualquer organização” pode aderir, sublinhando que não se trata de “um movimento de fiscalização nem de obrigatoriedade”, mas “de aprendizagem”.

O objetivo é que “as empresas se sintam inspiradas, motivadas e que podem começar a dar os primeiros passos nesta área”, disse, ressalvado que algumas organizações já estão “bastante avançadas” nesta temática.

Segundo a responsável, cerca de 60% das empresas signatárias são do “setor lucrativo”.

As multinacionais têm “aderido com muita facilidade”, porque muitas “têm sede em países onde estes temas já são trabalhados há muito tempo e têm pressões para terem metas nesta área em Portugal”, mas também há Pequenas e Médias Empresas a assinar a carta.

“No caso do terceiro setor e do setor público o que temos sentido é que muitas vezes” não percebem “a importância que tem o seu papel como empregador”.

Mas também tem havido muita adesão destas áreas, inclusive “estamos a fazer trabalho com algumas câmaras no sentido de promover as adesões nos seus concelhos”, frisou.

Sobre a realização do fórum, Carla Calado disse que “será o momento alto de visibilidade para o exterior, e de trazer o tema da diversidade para cima da mesa das organizações portuguesas, porque não há muitos eventos com esta temática em Portugal”.

O evento contará com a participação de ”parceiros estratégicos de outros países europeus” que trabalham esta temática e que podem “inspirar e deixar os seus testemunhos”.


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