Machete avisa que relações com EUA podem ser prejudicadas por Base das Lajes

Machete avisa que relações com EUA podem ser prejudicadas por Base das Lajes

 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Jan de 2015, 09:03

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, avisou hoje que as relações entre Portugal e os Estados Unidos poderão ser prejudicadas em caso de um desfecho negativo sobre a utilização da Base das Lajes, nos Açores.

"O Governo português continua a manifestar a sua total disponibilidade para trabalhar com os Estados Unidos na procura de uma solução que garanta a maximização quanto à utilização da Base das Lajes, reforce o relacionamento estratégico entre os dois países e não seja penalizadora para a população da Ilha Terceira", afirmou hoje o governante na abertura do seminário diplomático, que reúne hoje e na quarta-feira, em Lisboa, diplomatas e membros do executivo para discutir as prioridades da política externa portuguesa.

Sobre o futuro das Lajes, Rui Machete acrescentou: "Seria, aliás, prejudicial para as nossas relações bilaterais que Portugal não tivesse um resultado positivo neste longo e complexo processo".

Após a intervenção, em declarações aos jornalistas, disse esperar que as negociações que decorrem atualmente "conduzam a um resultado melhor" do que aquele que foi inicialmente anunciado e que previa a redução do contingente na base norte-americana nas Lajes.

No entanto, o ministro assegurou que "a situação não se manterá exatamente como estava".

Os Estados Unidos da América anunciaram a intenção de reduzir o contingente que têm nas Lajes, em mais de 400 militares e 500 familiares, mas a decisão tem sido adiada devido a várias iniciativas legislativas.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou, em dezembro, o orçamento das Forças Armadas para 2015, que exclui a redução da estrutura militar na Base das Lajes, Açores, até divulgação de um novo relatório, numa decisão que foi saudada pelo governo regional dos Açores.

As duas câmaras do Congresso norte-americano já tinham aprovado o projeto de lei, designado 'National Defense Authorization Act for Fiscal Year 2015', que inclui uma emenda proposta por um grupo de congressistas ligados a Portugal.

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