Grandes dificuldades de 2013 poderiam ser menores se Governo quisesse afirma Seguro

Grandes dificuldades de 2013 poderiam ser menores se Governo quisesse afirma Seguro

 

LUSA/AOnline   Nacional   24 de Dez de 2012, 09:29

O secretário-geral do PS afirmou hoje que as "dificuldades" que se adivinham para 2013 seriam menores se o Governo tivesse outras "opções", e sublinhou que o Estado Social é garante da solidariedade, valor fundamental em tempos de crise.

“O nosso país atravessa momentos de grandes dificuldades. Para muitos portugueses este será um Natal muito difícil”, disse António José Seguro, numa mensagem enviada aos meios de comunicação social.

Referindo os “desempregados”, aqueles que “foram obrigados a emigrar”, os “muitos portugueses a passar mal”, “as crianças que chegam com fome às escolas”, os “idosos e reformados que deixam de comprar os medicamentos”, as “famílias a viver no limite da dignidade” e os “empresários que lutam diariamente para manter as suas empresas e os seus comércios”, Seguro afirma que “para muitos, o presente é de incerteza e de falta de esperança” e “para outros o futuro é antecipado com angústia e preocupação”.

“Há fortes razões para isso. As decisões já tomadas antecipam um ano de maiores dificuldades. Dificuldades que podiam ser atenuadas, mas não é essa, infelizmente, a opção do Governo”, diz o líder do maior partido da oposição na mesma mensagem, que será divulgada nas redes sociais na internet e com a qual António José seguro pretende desejar um feliz Natal aos portugueses.

Nestes “tempos de crise”, prossegue Seguro, “mais força têm” os “valores que unem” os portugueses e “dão coesão” ao país.

“Um desses valores é o da solidariedade. Solidariedade na partilha dos sacrifícios e solidariedade na redistribuição da riqueza que criamos. Perante o agravamento das condições sociais e económicas, e face a um Governo que não preza a justiça social, mais imperativo é a defesa deste valor de solidariedade”, acrescenta, dizendo que cabe a todos “fazer tudo” o que conseguirem “para aliviar os sacrifícios dos portugueses”.

“Mas não podemos ignorar que em democracia, o valor da solidariedade tem expressão primeira nas funções e na ação do Estado. O Estado Social, com políticas públicas de saúde, educação e segurança social é essencial para combater as desigualdades, garantir a dignidade de cada cidadão e promover a coesão social”, prossegue o secretário-geral do PS.

Para Seguro, “a afirmação deste modelo social remete para uma outra prioridade, para um país que aposte na prosperidade, no crescimento económico e no emprego”.

“É urgente apostar em políticas que tenham as pessoas como prioridade. É urgente ultrapassar as políticas assentes em modelos que esquecem as pessoas e que consideram o desemprego e a pobreza como danos colaterais”, acrescenta, sublinhando que este é o seu “compromisso de ação” e que “Portugal precisa de mudança”, para voltar a ter “esperança”.


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