Governo dos Açores quer demolições na falésia do porto de Rabo de Peixe

Governo dos Açores quer demolições na falésia do porto de Rabo de Peixe

 

Lusa/AO Online   Regional   22 de Jan de 2015, 07:14

O secretário regional do Mar defendeu hoje a necessidade de fazer demolições numa falésia junto ao porto de pescas de Rabo de Peixe, em S.Miguel, mas adiantou que, para já, não serão necessários realojamentos.

"Teremos de requalificar uma parte daquela costa, uma primeira faixa de habitações e de garagens seguramente terá de ser demolida e fazer-se algum tipo de requalificação para aliviar a pressão dessas construções sobre a falésia”, afirmou Fausto Brito e Abreu à saída de uma reunião de trabalho sobre a matéria.

Depois disso, acrescentou, “terá de ser feita uma intervenção para se travar o mais que se puder".

O responsável nos açores pela tutela do mar adiantou que a prioridade passa por "aliviar a carga de construção no topo da falésia", admitindo que não haverá um esforço grande de relocalização de pessoas, já que a zona mais afetada tem "poucas habitações", havendo sobretudo garagens.

"Neste momento, num primeiro inventário, não há imediatamente nenhum realojamento [projetado], contudo, vai ser feita, a partir de amanhã [quinta-feira], uma análise construção a construção e se a zona de ameaça atingir zonas com algumas casas, teremos de tratar do realojamento de algumas pessoas", admitiu o governante.

A situação da esquadra da PSP de Rabo de Peixe, localizada numa das zonas mais ameaçadas e que já tinha sido alvo de um relatório feito pelo Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), em outubro de 2014, é outra das preocupações, tendo seguido um alerta para o Ministério da Administração.

"Neste momento está sinalizado. Se houver, de facto - como resultado da peritagem que se vai iniciar amanhã [na quinta-feira] - a necessidade de evacuar a esquadra por razões de segurança, haverá uma solução temporária que a Câmara Municipal da Ribeira Grande está a tratar", disse.

Além da segunda ronda de peritagens que decorre na quinta-feira na Falésia junto ao porto de pescas de Rabo de Peixe, a Câmara Municipal da Ribeira Grande vai avançar também com uma intervenção no local.

O plano passa por tentar encontrar soluções de “desvio de águas pluviais que, neste momento, podem agravar a situação da orla marítima", afirmou o autarca Alexandre Gaudêncio à saída da reunião.

O encontro, realizado entre o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia e as autoridades locais, serviu para analisar as conclusões do relatório do LREC sobre a situação em Rabo de Peixe, que apontam para uma situação "crónica e irreversível".

"Existem três tipos de problemas: a erosão pelo mar de uma zona da falésia composta por pedra-pomes e, portanto, facilmente erodível; as águas que escorrem do topo da falésia, que aceleram a degradação; e alguma instabilidade geológica das próprias rochas que compõem aquela área", referiu o documento.

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