Governo dos Açores diz haver "equívoco" na greve de trabalhadores da rede de apoio

Governo dos Açores diz haver "equívoco" na greve de trabalhadores da rede de apoio

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Abr de 2018, 17:40

O Governo dos Açores considerou esta terça-feira haver um "enorme equívoco" na anunciada greve dos trabalhadores da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), sustentando que matérias de carreiras na administração pública são competência da República, não da região.

"Carreiras específicas da administração pública não são competência da região", vincou o vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila.

O 'número dois' do executivo falava no Palácio do Governo, em Ponta Delgada, depois de um encontro com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos da região (SINTAP/Açores), no qual a greve dos quadros da RIAC, agendada para 02 a 04 de maio, não foi abordada.

"Hoje nesta reunião o SINTAP não tocou nesse assunto", vincou Sérgio Ávila, depois de um representante sindical ter assegurado que o executivo regional interrompeu as negociações e, nesse sentido, a greve irá manter-se.

"Acho que há aqui um enorme equívoco (...) Nunca houve um interromper de negociações porque nunca houve negociações", advogou o vice-presidente do Governo dos Açores.

Os trabalhadores da RIAC dos Açores vão fazer greve em 02, 03 e 04 de maio "para pressionar o Governo Regional a iniciar um processo negocial" de "valorização da carreira", foi hoje anunciado.

"Estamos perante trabalhadores a quem tem vindo a ser atribuído um conjunto apreciável, complexo e sempre crescente de tarefas e funções, acréscimo este que se tem traduzido numa maior exigência para com os trabalhadores, os quais, perante essa situação, têm-se visto obrigados a investir nas suas competências funcionais, formativas e profissionais", sustenta o sindicato.

Na base desta situação, segundo o SINTAP, "está o alargamento das atribuições e competências da própria RIAC, o que tem concorrido para que os trabalhadores sejam sujeitos a um conjunto especial de deveres e obrigações".

"Uma vez que os trabalhadores se têm deparado com uma total ausência de abertura para a abordagem desta problemática por parte da tutela, da vice-presidência do Governo Regional, não lhes resta outra alternativa senão a de cumprir uma paralisação de 72 horas, através da qual os trabalhadores, unidos, demonstrarão que estão dispostos a lutar pelos seus direitos, nomeadamente pelo direito à abertura de um processo negocial no qual seja equacionada a criação de uma carreira especial", acrescenta a estrutura.




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