Transportes aéreos

GALP não pode usar navio disponibilizado pelo Governo

GALP não pode usar navio disponibilizado pelo Governo

 

Lusa / AO online   Regional   19 de Jan de 2010, 14:03

A GALP afastou esta terça-feira a possibilidade de utilizar o navio disponibilizado pelo governo açoriano para abastecer de combustível o Aeroporto de Santa Maria, onde deixaram de ser asseguradas escalas técnicas nos voos com ajuda humanitária para o Haiti.
“Não é possível usar o navio disponibilizado pelo governo dos Açores porque a última carga feita em Ponta Delgada foi de gasóleo com biodiesel e, se tirarmos jet-fuel pelos mesmos pipelines, vamos contaminar este combustível”, afirmou Pedro Marques Pereira, porta-voz da GALP, em declarações à Lusa.

O Governo Regional dos Açores disponibilizou segunda-feira o navio ‘Eberhart Essberger’, que assegura o transporte de combustíveis entre as ilhas do arquipélago, para as empresas envolvidas no abastecimento ao Aeroporto de Santa Maria.

Este aeroporto açoriano esgotou a capacidade de fornecimento de combustível, o que está a afectar as escalas técnicas dos voos de transporte de ajuda humanitária para o Haiti.

Pedro Marques Pereira esclareceu que a falta de combustível “apenas afecta as escalas técnicas dos aviões de maior porte, que estão a ser desviados para Ponta Delgada”, assegurando que o abastecimento dos aviões de carreira normal “continua a ser feito” no Aeroporto de Santa Maria.

“Não há nenhuma situação de crise. Em termos aeronáuticos não há grande problema no facto de um avião ser abastecido em Santa Maria ou em Ponta Delgada”, frisou.

O porta-voz da GALP revelou ainda que foram hoje certificados 3,6 milhões de litros de combustível para aviação que se encontram em depósitos no Aeroporto das Lajes, na Terceira, que passam a poder ser utilizados para abastecimento de aeronaves.

“Quando o combustível chega e é colocado nos reservatórios tem que ficar 48 horas em repouso antes de serem efectuadas análises para certificar a sua utilização”, salientou Pedro Marques Pereira, frisando que o combustível que chegou há dois dias às Lajes já está em condições de ser utilizado.


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