G20: Países caminham para um acordo de redução dos défices públicos

G20: Países caminham para um acordo de redução dos défices públicos

 

Lusa   Economia   27 de Jun de 2010, 12:57

O grupo dos 20 países mais ricos e países emergentes do mundo deverá hoje chegar a acordo sobre a redução dos défices públicos, na sequência da proposta efetuada pelo Canadá.

Em vésperas da cimeira, o primeiro ministro canadiano, Stephen Harper, anunciou que iria propor aos restantes parceiros do G20 o objetivo de cortarem a metade os seus défices até 2013.

Esta medida visa fortalecer as contas públicas de cada país e evitar as fragilidades verificadas nos últimos tempos em países europeus como a Grécia, que se repercutiram em todo o mundo.

O gabinete de Stephen Harper admitiu, contudo, alguma flexibilidade na quantificação daquelas metas.

Sábado à noite, no arranque da cimeira, num jantar oficial oferecido por Harper, era já patente a abertura de vários países para a redução dos défices, o que, a concretizar-se no seio do G20, será um esforço coletivo no sentido de ajudar a consolidar a recuperação da economia global.

Aos países poderá ser deixado algum espaço de manobra para a execução das suas políticas.

Deste G20 poderão igualmente sair decisões sobre uma maior regulamentação bancária.

Presente nas cimeiras do G8 e do G20, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, indicou no sábado, que mercê de negociações nos bastidores, existia já um acordo de princípio sobre a necessidade de avançar para uma redução do défice e a estabilização da dívida dos países.

A cimeira do G20 em Toronto está sob medidas de segurança máxima, na sequência dos violentos protestos contra a cimeira ocorridos no sábado à tarde e à noite nas ruas da cidade.

Com milhares de pessoas nas ruas centrais, algumas franjas dos manifestantes começaram a partir montras de lojas e incendiaram carros, deixando um rasto de destruição e de fumo negro.

As autoridades barraram artérias, ordenaram a suspensão da circulação na rede de metropolitano e comércios fecharam.

Seguiu-se uma campanha campal, com a polícia de intervenção a avançar sobre os manifestantes e fazer centena e meia de detenções.

Numa reação aos acontecimentos, o presidente da Câmara de Toronto, David Miller, atribuiu a violência a provocadores e a pequenos grupos de criminosos.

O Grupo dos 20 integra o Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Japão, Alemanha, Rússia e as economias em desenvolvimento da Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do sul, Coreia do sul e Turquia e a União Europeia.


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