Federação diz que continua a perder 10 mil caçadores ao ano devido a taxas

Federação diz que continua a perder 10 mil caçadores ao ano devido a taxas

 

Lusa/AO Online   Nacional   13 de Ago de 2015, 15:26

A Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA) lamentou que se continue a perder 10 mil caçadores por ano, exigindo a abolição das taxas sobre as zonas de caça.

 

"Este é o pior Governo dos últimos 25 anos. Estamos a perder 10 mil caçadores ao ano", disse à agência Lusa o presidente da FENCAÇA, Jacinto Nunes Pinto, que teme que, "caso este Governo seja eleito novamente", a caça possa acabar.

O problema, de acordo com o dirigente, centra-se na aplicação das taxas sobre as zonas de caça, que "aumentam todos os anos", com o Estado a não dar "nada em troca".

A FENCAÇA estima que em 2014 o Governo tenha arrecadado 10 milhões de euros nas taxas das zonas de caça e na licença anual para caçar, sem utilizar "esse dinheiro para investir na fiscalização, na formação de caçadores ou em investigação sobre as doenças das espécies" que são caçadas em Portugal, sublinhou Jacinto Nunes Pinto.

"Se vêm mais quatro anos deste Governo, acabam com isto", apontou, estimando que no final de 2015 o número de caçadores em Portugal fique abaixo dos 100 mil, quando já foram 300 mil.

Para o responsável, o Governo deveria abolir as taxas sobre as zonas de caça.

"Não faz sentido um caçador pagar dois mil euros de taxas para o Estado não dar nada em troca", frisou, recordando que são cobrados 1,6 euros por hectare em zonas de caça turística e até 0,8 euros por hectare em zonas de caça associativa (as zonas podem chegar a ter 4.000 ou 6.000 hectares).

A 16 de agosto, domingo, é aberta a caça a rolas, pombos e patos em Portugal, havendo expectativas de que haja "um aumento de aves caçadas", devido ao crescimento das populações de pombos e patos residentes no país, avançou.

No entanto, a diminuição do número máximo de rolas por caçador (de seis para quatro) determinada pelo Ministério da Agricultura e do Mar não agrada aos caçadores, por ser "uma medida avulsa".

"Para haver algum tipo de medidas, tem de ser concertada em conjunto com os países da bacia do Mediterrâneo, como a França, Espanha, Itália, Grécia e Chipre", defendeu, considerando que a adoção de uma política conjunta é a única forma de se "aumentar a população de rolas".

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