Desemprego atinge mais de um quarto da população entre 15 e 34 anos nas ilhas

Desemprego atinge mais de um quarto da população entre 15 e 34 anos nas ilhas

 

Lusa/AO Online   Nacional   31 de Jul de 2015, 18:45

A taxa de desemprego entre os 15 e 34 anos atinge mais de um quarto da população na Madeira e Açores, sendo a mais alta do país naquela faixa etária, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Além das regiões Autónomas da Madeira (27,8%) e Açores (25,3%), a taxa de desemprego entre os 15 e os 34 anos está acima da média nacional (20,4%) no Alentejo (22,4%) e na região Norte (21%).

De acordo com o Retrato Territorial de Portugal, publicado hoje pelo INE, abaixo da média nacional no desemprego jovem estão a Área Metropolitana de Lisboa (19,9%), o Algarve (19,2%) e a região Centro (18%).

Já a taxa de jovens entre 15 e 34 anos não empregados e que não frequentam atividades de educação e formação aumentou, de 2011 para 2014, na Madeira, Açores, Alentejo e Norte e diminuiu no Algarve, Área Metropolitana de Lisboa e região Centro.

A região Centro era aquela que apresentava o valor mais baixo do país (12,5%) seguida de Lisboa, com 14,1%, ambas abaixo da média nacional de 15,2%. O valor médio nacional aumentou em um ponto percentual de 2011 para 2014, situando-se, ainda assim, abaixo da média dos 28 países da União Europeia, que era de 16,5%.

Acima da média nacional na taxa de jovens entre os 15 e 34 anos não empregados e que não frequentam atividades de educação e formação estão o Norte (15,6%), o Algarve (15,9%), Alentejo (16,7%), Madeira (22,6%) e Açores (24,8%).

Já a proporção de trabalhadores com profissões não qualificadas e com habilitações ao nível do ensino secundário ou superior aumentou entre 2011 e 2014 em todas as regiões do continente, não tendo o INE divulgado dados das ilhas.

O Instituto Nacional de Estatística assinala um "acentuar do desajustamento entre as habilitações e o emprego obtido", que afetava, em 2014, mais de um em cada cinco (21,2%) trabalhadores com profissões não qualificadas no continente, proporção que, três anos antes, se cifrava em 15,6%.

Por regiões, o Algarve ultrapassava os 31% (quase um em cada três trabalhadores) e a Área Metropolitana de Lisboa situava-se nos 24% (quase um em cada quatro), ambas acima da média nacional. No extremo oposto, a região Centro apresentava a taxa mais baixa, com 18,2%.

Ainda de acordo com o mesmo documento, a Região Autónoma dos Açores possuía, em 2014, a maior taxa de emprego do país (82,9%), na população entre os 20 e os 64 anos com ensino superior completo, de acordo com o Retrato Territorial de Portugal, publicado hoje.

Segundo aquela publicação do Instituto Nacional de Estatística (INE), a média da taxa de emprego com ensino superior completo, naquela faixa etária, em Portugal, situa-se nos 79,4%. Acima da média, além da Região Autónoma dos Açores, estão o Algarve (81,6%), a Área Metropolitana de Lisboa (81,3%), a Madeira (80,9%) e o Alentejo (79,5%).

Abaixo da média do país, encontram-se a as regiões Centro e Norte respetivamente com 78,6% e 77,1%. O INE sublinha o "papel diferenciador das habilitações" literárias, frisando que "a taxa de emprego da população entre 20 e 64 anos aumenta à medida que o nível de escolaridade também aumenta".

Já a taxa de emprego na população entre 20 e 64 anos, em 2014, era a maior do país na região Centro (70,6%), seguida do Algarve com 69,9%, as únicas duas regiões do país situadas acima da média (69,2 %) dos 28 países da União Europeia (UE).

Área Metropolitana de Lisboa (68,8%) e Alentejo (67,9%), embora abaixo da média da UE a 28, estão acima da média nacional, que, em 2014, se situava nos 67,6 %, menos 1,2 pontos percentuais do que em 2011 (68,8%).

Abaixo da média nacional na taxa de emprego da população entre 20 e 64 anos estavam a região Norte (65,3%), a Madeira (63,7%) e os Açores (62,7%).

O INE assinala que, entre 2011 e 2014, a taxa de emprego da população entre 20 e 64 anos "diminuiu para o total do país e também para a maioria das regiões NUTS II", excetuando-se, nestas, o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa, que registaram aumentos ligeiros.


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