Desafio dos Açores é saber como vencer no mundo global, diz Vasco Cordeiro

Desafio dos Açores é saber como vencer no mundo global, diz Vasco Cordeiro

 

LUSA/AO Online   Regional   20 de Dez de 2014, 13:49

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, disse na sexta-feira que o desafio atual da região já não é quebrar o isolamento, mas saber como vencer num mundo cada vez mais aberto e global.

Vasco Cordeiro falava na sessão de encerramento dos 500 anos do concelho do Nordeste, situado num dos extremos de São Miguel e que durante séculos foi considerada a décima ilha dos Açores, pelo seu isolamento. Pegando no exemplo do concelho, que, "ao longo de 500 anos resistiu e lutou" contra "o esquecimento, incompreensões" e, por vezes, "até o abandono", Vasco Cordeiro dirigiu-se a todos os açorianos. "É fundamental recolher estas lições do passado, mas é preciso ter a consciência de que o mundo mudou. O desafio hoje não é lutar contra o isolamento. O desafio hoje é saber como vencer num mundo cada vez mais próximo, cada vez mais global, cada vez mais aberto", declarou. Para Vasco Cordeiro, os Açores passaram de uma situação em que tinham "de lutar contra o isolamento" e "batalhar para encurtar a distância, para uma situação em que repentinamente as distâncias estão encurtadas, em que o isolamento se esbateu". Perante o novo desafio, é preciso, para Vasco Cordeiro, "resistir a uma tentação". "Temos de resistir à tentação do acomodado, do erguermos barreiras, do julgarmos que é no nosso cantinho que conseguimos sobreviver ou que conseguimos vencer. É exatamente o contrário. Não há nada que impeça os açorianos, cada uma das nossas ilhas ou cada um dos nossos concelhos de, num mundo aberto, poder triunfar nos mais variados campos", afirmou, dando como exemplo as ciências ou as artes. O presidente do executivo regional pediu aos açorianos para terem "orgulho" na sua região, nas suas raízes e nas suas "gentes" por aquilo que são, e sem os extremismos de se considerarem "o centro do mundo" ou de, por outro lado, pensarem que "merecem um cuidado ou quase um comprazimento" do resto do país. Os Açores e a sua autonomia não se devem envergonhar de serem comparados "com quem quer que seja", porque podem "efetivamente ombrear com quem quer que seja", sublinhou, acrescentando: "Só assim conseguiremos ultrapassar este desafio". Vasco Cordeiro reconheceu, no entanto, que "esse é talvez o desafio mais difícil de se vencer", por não depender "de governos ou câmaras municipais", mas "de cada um". A sessão de encerramento das celebrações dos 500 anos do Nordeste contou também com a presença do escritor João de Melo, natural do concelho.


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