Costa formaliza candidatura com 163 mil euros de orçamento de campanha

Costa formaliza candidatura com 163 mil euros de orçamento de campanha

 

Lusa/AO Online   Nacional   29 de Jul de 2014, 16:50

O ex-presidente do Governo Regional dos Açores Carlos César entregou esta terça-feira o número máximo de 1500 assinaturas para formalizar a candidatura de António Costa nas eleições primárias do PS, que terá um orçamento de 163 mil euros.

 

Esta verba de 163 mil euros destinada à campanha das eleições primárias de 28 de setembro foi avançada por Carlos César, mandatário nacional da candidatura de António Costa, sendo que 150 mil euros serão provenientes do PS e 13 mil de donativos privados.

Ladeado pelo socialista José Manuel Mesquita e pela deputada do PS Ana Catarina Mendes, Carlos César afirmou que o objetivo da candidatura de António Costa, no plano financeiro, é gastar "o mínimo possível" e "garantir a máxima transparência".

"A estimativa de donativos será de pouco mais do que uma dezena de milhar de euros. De qualquer modo, a nossa intenção é canalizar esses donativos, não os recebendo e gerindo-os de imediato, mas fazendo com que sejam canalizados através do próprio PS", justificou o ex-presidente do Governo Regional dos Açores.

Carlos César disse que a intenção é a de que os donativos privados "entrem por via do PS, com uma transparência total nesse domínio".

"A prioridade é não só gastar o mínimo possível, como também pedir ao PS que gaste o mínimo possível neste processo", frisou.

Ainda neste contexto, o mandatário nacional do presidente da Câmara de Lisboa advertiu que, se o PS diminuir a sua contribuição para as candidaturas - ou seja, se o valor proveniente do partido não for de 150 mil euros -, também a candidatura de Costa diminuirá as suas despesas na campanha na mesma proporção de redução.

Interrogado sobre quando é que António Costa entrega o documento referente às grandes opções de Governo - moção que tem de ser entregue obrigatoriamente até 14 de agosto -, Carlos César disse que está em fase de "redação final, na sequência da recente convenção de Aveiro" [no sábado passado].

"Será seguramente entregue nos próximos dias", acrescentou.

Já sobre o facto de mais de 20 mil pessoas se terem já inscrito online como simpatizantes para votarem no ato eleitoral de 28 de setembro, Carlos César declarou que, na realidade, "o processo está a suscitar grande entusiasmo na sociedade portuguesa".

"Sentimos que esta candidatura é de socialistas e de não socialistas. É uma candidatura de portugueses que têm esperança numa vida nova e em Portugal", acrescentou.

Carlos César já antes justificara a necessidade da candidatura do presidente da Câmara de Lisboa nas primárias socialistas, entre outros fatores, com base no resultado obtido pelo PS nas últimas eleições europeias, que venceu com 31 por cento, contra cerca de 28 por cento da coligação PSD/CDS.

De acordo com o ex-presidente do Governo Regional dos Açores, na noite eleitoral das europeias, os líderes da maioria de Governo, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, terão acreditado que ainda seria possível vencer as próximas eleições legislativas.

"Cresce o descontentamento face à política do Governo, mas na mesma proporção não cresce a confiança na alternativa que a atual direção do PS protagoniza. É essa a grande responsabilidade de António Costa", sustentou Carlos César.

 


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