Cooperativa considera inaceitáveis estragos no porto açoriano de Rabo de Peixe


 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Out de 2015, 06:30

A cooperativa de pescas Porto de Abrigo considerou hoje inaceitável o registo de estragos em embarcações no porto açoriano de Rabo de Peixe, ampliado há menos de um ano, e promete aprofundar a análise da situação.

Em declarações à Lusa, o presidente da cooperativa, Liberato Fernandes, ausente da ilha de São Miguel, disse ter contactado com associados de Rabo de Peixe (concelho da Ribeira Grande) que o informaram do “clima de preocupação” entre os pescadores, já que, apesar de a ondulação ter sido superior à prevista, o inverno ainda nem começou.

“Consideramos que esta é uma situação preocupante, porque é um porto que nesta nova versão foi inaugurado há muito pouco tempo e, embora seja ondulação que o pessoal considera forte, não se trata de uma situação que não possa ocorrer com muito mais frequência”, afirmou.

Liberato Fernandes sublinhou que os pescadores “já tinham ideia de que o modelo de construção” da infraestrutura “não era o mais seguro”, pelo que agora ficam ainda mais apreensivos.

“Há um sentimento de apreensão geral dos pescadores e um certo sentido de frustração. Seguramente, nós vamos, enquanto entidade com responsabilidade na área das pescas, tomar uma posição depois de aprofundar muito bem o que aconteceu”, declarou.

Uma nota do executivo açoriano deu conta de que ondas de quatro a cinco metros, “predominantemente de norte e com períodos de 15 segundos”, galgaram hoje o porto de pescas, na costa norte da ilha de São Miguel, provocando o alagamento de parte do terrapleno da infraestrutura.

O comunicado - que sublinha a “conjugação das características do estado do mar com as variações de maré, acentuadas em época de marés vivas” – refere que foram afetadas seis embarcações de pesca de pequeno porte e duas embarcações auxiliares que estavam estacionadas em terra.

Contudo, os dados obtidos pelo presidente da Porto de Abrigo nos primeiros contactos com os associados indicam estragos em duas embarcações de pesca que estavam varadas, “num lugar onde não seria suposto chegar ondulação”.

O responsável lembrou que o porto de Rabo de Peixe – ampliado num investimento superior a 16 milhões de euros que foi inaugurado em dezembro de 2014 – tem merecido críticas, bem como a falta de obras numa falésia junto à infraestrutura onde já ocorreram derrocadas.


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