Conselho Nacional do CDS-PP discute moções setoriais e coloca autárquicas na agenda

Conselho Nacional do CDS-PP discute moções setoriais e coloca autárquicas na agenda

 

Lusa/AO Online   Nacional   15 de Abr de 2016, 10:35

Um mês depois da eleição da nova líder, o Conselho Nacional do CDS-PP reúne-se no sábado, no concelho de Mêda (Guarda), para discutir dez moções setoriais e dar o

 

A ordem de trabalhos do primeiro Conselho Nacional da ‘era' de Assunção Cristas tem cinco pontos, começando pela aprovação das atas de anteriores reuniões do órgão máximo do partido entre congressos, seguida da aprovação das contas de 2015.

A aprovação do regulamento para as eleições autárquicas que se irão realizar depois do verão de 2017 será o terceiro ponto do encontro, no qual serão ainda discutidas e votadas as dez moções de estratégia setoriais apresentadas ao 26.º congresso do CDS-PP, que se realizou em março, em Gondomar (Porto).

O último ponto da agenda é a "análise da situação política".

Em declarações à Lusa, o porta-voz do CDS-PP, João Almeida, reconheceu que a reunião de sábado - "o primeiro Conselho Nacional deste "ciclo do partido" - será importante e explicou a razão porque se irá realizar no concelho de Mêda, no distrito da Guarda.

"Iniciaremos formalmente o processo autárquico e quisemos fazê-lo num concelho onde o CDS tem uma representatividade grande e onde disputará a vitória nas próximas eleições", adiantou.

Por outro lado, acrescentou, o concelho da Mêda, onde os democratas-cristãos ficaram a pouco mais de 200 votos de conquistar a câmara municipal nas autárquicas de 2013, localiza-se no distrito da Guarda e, desta forma, o CDS-PP quer também dar um sinal da sua preocupação com o interior do país.

Além do ‘pontapé de saída' para as autárquicas, outro dos pontos em análise no Conselho Nacional são as dez moções setoriais apresentadas ao último congresso, mas o porta-voz do partido não antevê polémica na sua discussão.

"Já foram apresentadas em congresso e versam sobre temas muito diferentes, não há nenhuma que se possa dizer que provoca polémica, são muitas e motivarão um debate interessante", referiu, considerando que este é um "momento importante", porque permite ao partido discutir para além da estratégia global, focando-se em temas concretos e fazendo uma "discussão mais detalhada".

Entre as dez moções setoriais que serão discutidas está a subscrita pelos deputados Isabel Garriça Neto, Pedro Mota Soares e Teresa Caeiro e intitulada "Pela melhoria dos cuidados de saúde e pela dignidade em fim de vida". No texto é preconizado um "amplo debate sobre as questões do sofrimento e da autonomia no fim de vida" e defendido que o CDS-PP se deve afirmar "contra a legalização da eutanásia e do suicídio assistido".

O poder local, o "cidadão militar", a emigração, o papel dos professores e o desenvolvimento sustentável são outros dos temas abordados nas moções setoriais apresentadas ao último congresso, tendo cada uma delas sido subscrita por, pelo menos, 150 militantes.

O Conselho Nacional é o órgão máximo do partido entre congressos, e integra 70 pessoas, além dos lugares por inerência. A mesa do Conselho Nacional é presidida por Telmo Correia.

No último congresso, a lista alternativa à apresentada pela líder do partido, encabeçada por Filipe Lobo D'Ávila, obteve 23% dos votos, o que correspondeu a 16 eleitos diretos.

A lista de Assunção Cristas ao Conselho Nacional foi encabeçada por António Lobo Xavier, seguindo-se Celeste Cardona, João Munoz, Vânia Dias da Silva, Mário Pereira, Pedro Pinto, Durval Tiago, Humberto Batardo, Ângelo Santos.


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