Conselho de Ilha quer reavaliação do impacto da presença dos EUA nas Lajes e estudo de alternativas

Conselho de Ilha quer reavaliação do impacto da presença dos EUA nas Lajes e estudo de alternativas

 

Lusa / AO online   Regional   7 de Fev de 2015, 10:37

O Conselho de Ilha da Terceira aprovou hoje por unanimidade um documento que solicita ao Governo da República uma reavaliação do impacto da presença norte-americana na Base das Lajes e o estudo de usos alternativos da infraestrutura.

 

"Ou alguém nos compensa para ficar tudo como está ou, não sendo assim, tem de se encontrar outras soluções, porque nós é que perdemos com a redução na Base das Lajes", salientou, em declarações à Lusa, o presidente do Conselho de Ilha da Terceira, Roberto Monteiro, após uma reunião de mais de cinco horas daquele órgão, que reúne políticos, empresários e sindicalistas.

Segundo o presidente do conselho de ilha, o documento aprovado solicita que o Governo da República reavalie o impacto económico e financeiro da presença americana na Base das Lajes e estude alternativas de utilização da infraestrutura, salvaguardando que essas alternativas devem ser privilegiadas se forem no interesse da ilha e da Região Autónoma dos Açores.

Roberto Monteiro, que é também autarca da Praia da Vitória, concelho onde está instalada a Base das Lajes, salientou que não compete aos governantes terceirenses negociar com os americanos, mas lembrou que é a ilha que está a sentir o impacto económico-social da redução militar norte-americana na Base das Lajes.

Nesse sentido, considerou que se o Governo português entender não renegociar o Acordo de Cooperação e Defesa com os Estados Unidos e não considerar outras hipóteses de utilização da infraestrutura, a ilha Terceira deverá ter direito a uma compensação, que tanto poderá ser paga pelos governos português e americano ou apenas pelo português.

O autarca deu como exemplo o caso da Islândia, em que os Estados Unidos abandonaram a base militar, mas o país manteve-se na NATO, dando utilizações comerciais às infraestruturas.

Segundo Roberto Monteiro, o conselho de ilha "lamentou a posição de algumas organizações" comerciais em relação ao plano de revitalização económica que o Governo Regional apresentou para a Terceira.

Ainda assim, os conselheiros consideraram que as declarações de alguns empresários não refletem a posição da população açoriana e para "travar discussões" aprovaram uma recomendação ao Governo Regional para que o apoio prestado à ilha Terceira não seja feito retirando qualquer recurso previsto para as restantes ilhas.

Na mesma reunião foi aprovado um pedido de audição do secretário regional da Saúde e da nova administração do Hospital da Ilha Terceira, para apurar a "vocação estratégica" da unidade.

Segundo Roberto Monteiro, o hospital da Terceira deverá ter condições equivalentes aos restantes hospitais da região para que haja competitividade em condições de igualdade.

O Conselho de Ilha da Terceira decidiu também solicitar novamente uma audição com o conselho de administração da RTP, na qual será exigido o reforço de meios humanos na delegação da RDP da ilha e a capacidade de autonomia editorial das delegações do Faial e da Terceira.

O presidente do conselho de ilha frisou que as autarquias da Terceira não vão cooperar com a RTP na cedência de instalações sem que sejam respeitadas estas duas exigências.

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