Conselho de Ilha exige calendarização da ampliação do Aeroporto

Conselho de Ilha exige calendarização da ampliação do Aeroporto

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Dez de 2011, 06:37

O Conselho de Ilha do Faial (um órgão consultivo) condenou hoje a decisão do Governo da República de não ampliar a pista do Aeroporto da Horta, e vai exigir do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a calendarização da obra.

Os conselheiros, que se reuniram para analisar o processo de ampliação daquela infraestrutura aeroportuária (com apenas 1.700 metros de comprimento), aprovaram um voto de protesto que contesta as declarações do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que numa carta enviada aos deputados dos Açores à Assembleia da República, concluiu que o investimento não se justificava.

Guilherme Pinto, presidente do Conselho de Ilha, disse aos jornalistas, no final do encontro, que além de "repudiarem" a decisão de cancelamento da obra, os conselheiros vão exigir, numa carta enviada ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que o investimento seja "reprogramado".

"Entendemos também que o Governo Regional dos Açores deve liderar este processo, quer diretamente junto da ANA (a empresa que gere o Aeroporto da Horta), quer junto do Governo da República, no sentido de ser conhecida a calendarização da obra", destacou.

O voto de protesto aprovado, que será também enviado ao Ministro da Economia e aos presidentes da Assembleia Legislativa dos Açores e do Governo Regional, surge na sequência da resposta de Álvaro Santos Pereira às perguntas feitas pelos deputados do PSD/Açores no Parlamento Nacional.

Numa carta enviada aos parlamentares social-democratas, o governante considerou que o movimento de passageiros e de aviões no Aeroporto da Horta não justificava ampliar a pista, atendendo ao custo da obra, que poderia variar entre 48 e os 73 milhões de euros.

O Ministro da Economia e do Emprego disse também que ampliar a pista em 300 ou 500 metros, não mudaria as "condições de utilização" do Aeroporto, já que apenas traria uma "aparente sensação de maior segurança".

O teor da carta enviada por Álvaro Santos Pereira já mereceu a condenação do Governo Regional, da Câmara Municipal da Horta e até dos dirigentes locais do PSD, que entendem que a ampliação da pista continua a ser uma obra "estruturante" e "fundamental" para a economia da ilha.

Os aviões da TAP e da SATA Internacional que escalam o Aeroporto da Horta nas ligações com Lisboa, operam na ilha com penalizações, atendendo ao reduzido tamanho da pista, o que obriga, por vezes, a deixar carga atrás.

Segundo os conselheiros, a situação é mais problemática no Verão, altura em que há maior taxa de ocupação dos aviões, que não é compatível com o transporte de produtos locais com destino ao mercado nacional, como por exemplo plantas e peixe fresco.


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