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CDU defende "preço justo" nas fileiras do leite e da carne

CDU defende "preço justo" nas fileiras do leite e da carne

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Out de 2016, 13:09

O cabeça de lista da CDU por São Miguel às eleições de domingo declarou hoje que a coligação vai bater-se nos Açores, em Lisboa e em Bruxelas por um "preço justo" à produção na fileira do leite e carne.

 

“A decisão da liberalização do mercado do leite foi tomada na União Europeia (UE) e é aí que têm que ser encontradas soluções. E tudo o que tenha a ver com a redução da nossa produção não é aceitável”, defendeu Aníbal Pires à agência Lusa.

Em abril de 2015, a UE procedeu a uma liberalização do mercado do leite, terminando com o regime de quotas leiteiras, com impacto direto no rendimento dos produtores nos Açores, responsáveis por 30 por cento da produção leiteira nacional.

O também líder do PCP nos Açores manteve contactos com a população na freguesia de Pedro Miguel, no Faial, ilha que disse ter “sido abandonada, nos últimos anos, pelo poder regional”, vindo a “perder importância económica, social e política”.

Aníbal Pires quer “inverter esta conceção de desenvolvimento” que “deixa algumas ilhas de fora”, afirmando que o projeto da CDU para os Açores passa por cada parcela do arquipélago “assumir o seu papel” e desenvolver o seu capital endógeno.

O dirigente comunista considerou que apesar de o Faial estar vocacionado para as questões do mar, na perspetiva da investigação, pescas e restantes vertentes da chamada economia azul, há que “promover uma aposta na diversificação agrícola”, salvaguardando as fileiras tradicionais do leite e da carne.

O candidato defendeu ainda que o modelo económico dos Açores não implica competitividade entre as ilhas, tendo de haver sim, complementaridade, visando um mercado interno “dinâmico e robusto” e que seja “menos dependente do exterior”.

Aníbal Pires reiterou que “é altura de quebrar o ciclo de maiorias absolutas” do PS nos Açores, que “perdeu a vergonha”, devendo os eleitores “repor alguma humildade” a quem tem governado nos últimos anos.

“Recordo que de 1996 a 2000, o primeiro governo do PS terá sido o melhor dos Açores, justamente porque tinha uma maioria relativa. Devemos lembrar também que o que aconteceu nas legislativas nacionais de outubro é um bom elemento de reflexão para se decidir o voto”, disse Aníbal Pires.

O candidato considerou que “é possível ter estabilidade governativa” com um governo minoritário, sendo as decisões sobre o futuro dos Açores “consensualizadas” com vários partidos e “não apenas pelo partido que governa e impõe a sua vontade”.

Para a votação de dia 16 estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais, realizadas a 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido de PSD com 20 mandatos e do CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.


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