Carlos César considera "ridícula" verba de Bruxelas para o leite em Portugal


 

LUSA/AO online   Economia   15 de Set de 2015, 14:44

O cabeça de lista do PS/Açores às eleições legislativas nacionais considerou hoje ser uma "verba ridícula" o montante que a União Europeia destinou a Portugal no âmbito do pacote de ajudas aos produtores de leite.

Em declarações aos jornalistas no âmbito de uma ação de campanha na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, Carlos César considerou que o montante atribuído “ilustra bem a incapacidade” do atual Governo da República de defender os interesses do país junto de Bruxelas, designadamente o setor primário.

Portugal vai receber 4,8 milhões de euros de ajudas para apoiar o setor do leite e produtos lácteos, de um total de 420 milhões distribuídos por todos os Estados-membros, foi hoje divulgado em Bruxelas.

A partição por Estado-membro dos 420 milhões de euros foi calculada em função das quotas de produção de 2014, regime que foi abolido no dia 31 de março, disse o comissário europeu para a Agricultura, Phil Hogan.

À saída do Centro de Saúde da Lagoa, o também presidente do PS preconizou uma “maior articulação” entre os serviços nacional e regional de saúde.

Carlos César defendeu a necessidade de os doentes dos Açores “serem tratados como portugueses e não como cidadão estrangeiros, como tem até agora acontecido”, quando forem obrigados a deslocar-se ao continente, por insuficiência de meios na região.

“Esse é um primeiro compromisso que o PS/Açores assume nesta eleição legislativa: repor a condição de cidadãos portugueses aos doentes açorianos deslocados no continente”, declarou o candidato.

Carlos César considerou também ser necessário, no que se refere às responsabilidades do Governo da República, ser dada uma atenção especial ao ensino superior, uma vez que o Ministério da Educação tem deixado as universidades, em particular a academia açoriana, numa situação de “grande défice que prejudica claramente” o seu funcionamento.

O socialista falou ainda das empresas e apontou ser “fundamental” que no país se complemente o esforço que tem sido feito na região (cujo executivo é liderado pelo PS), através da simplificação de procedimentos, uma vez que estes fatores “muito têm impedido que as nossas empresas desenvolvam a sua atividade com maior eficiência”.

O cabeça de lista do PS/Açores entende que o Estado, através da diplomacia e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), pode gerar mais investimento estrangeiro na região e que podem ser detetados mercados essenciais para escoar produtos da economia açoriana.

“São estes compromissos que deixo às instituições de saúde, às autoridades escolares e às empresas com que tenho contatado”, disse Carlos César.

Sobre o debate que terá lugar na rádio, na quinta-feira, entre os líderes do PSD e do PS, o dirigente socialista afirmou que Pedro Passos Coelho é quem está em avaliação.

“Deverá com certeza fazer o que fez até hoje, ou seja, sacrificar a vida das famílias portuguesas, conduzir à insolvência milhares e milhares de empresas, daí resultando uma situação inédita no contexto europeu e no contexto português, que é a quebra progressiva do PIB [Produto Interno Bruto]”.

O candidato sublinhou, por exemplo, que, “no último trimestre conhecido, Portugal cresceu metade do que a sua vizinha Espanha” e “menos do que a Grécia, que é o país em situação mais crítica da União Europeia”.



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