Bolsa de Nova Iorque encerra em alta com indice Nasdaq e Dow Jones a subir


 

Lusa/AO On Line   Economia   2 de Dez de 2010, 05:56

A bolsa de Nova Iorque fechou hoje em forte alta, graças à abundância de boas notícias que marginalizaram receios relativos à Zona Euro, com o índice Dow Jones a ganhar 2,27 por cento e o Nasdaq 2,05 por cento.

Os números definitivos de fecho indicam que o Dow Jones Industrial Average subiu 249,78 pontos para os 11.255,78 e o Nasdaq, onde predominam as empresas tecnológicas, ganhou 51,20 pontos para os 2.549,43.

Da mesma forma, o índice mais alargado Standard & Poor's 500 progrediu 2,16 por cento (25,52 pontos) para os 1.206,07 pontos.

O operador Hugh Johnson, da Hugh Johnson Advisors, observou que “há tantas boas notícias que eclipsaram as más”.

O índice Dow Jones quase que recuperou o seu nível de há 15 dias apenas com esta sessão.

Também Marc Pado, da Cantor Fitzgerald, salientou: “Por uma vez, não parece que o problema da dívida pública europeia esteja no centro das discussões”.

Os europeus dedicaram-se a tranquilizar os mercados, depois de a adoção de um plano de ajuda à Irlanda, no domingo, ter exacerbado os receios de contágio da crise da dívida.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, em particular, interveio para afirmar que não há razões para inquietações sobre a estabilidade financeira da Zona Euro.

A moeda única recuperou, aliviando a pressão sobre o dólar, cuja valorização estava a pesar no mercado norte-americano e permitiu “a concentração sobre uma muito boa atualidade económica, no plano internacional e interno”, sublinhou Marc Pado.

“Seja o relatório sobre a actividade industrial na China, as vendas retalhistas na Alemanha, os índices PMI [sobre a actividade industrial] na Alemanha e no Reino Unido ou ainda todos os números publicados nos Estados Unidos, todos são melhores do que o previsto e não deixam muito espaço para pensar em todos os problemas”, corrobora Hugh Johnson.

A Reserva Federal, por seu lado, constatou que a situação da economia dos Estados Unidos continuava a “melhorar no eu conjunto”, segundo o seu Livro Bege publicado hoje.


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