BE/Açores acusa PS regional de inviabilizar subsídio para agentes da PSP

BE/Açores acusa PS regional de inviabilizar subsídio para agentes da PSP

 

LUSA/AO online   Regional   7 de Mar de 2016, 19:08

A deputada do BE/Açores Zuraída Soares acusou hoje o PS de ter abandonado a unanimidade em que participou em 2010 para a atribuição do subsídio de insularidade aos agentes da PSP na região

"Há uma tentativa do BE/Açores e de todos os partidos da oposição que subscreveram a nossa proposta no sentido de avançar etapas para garantir quem em 2016 este subsídio já é atribuído na nossa região às forças de segurança pública, tendo o PS não só atrasado o processo como se retirou de uma unanimidade em que 2010 não teve a mínima dúvida em participar”, declarou a parlamentar aos jornalistas.

O BE/Açores apresentou, em dezembro de 2015, uma anteproposta de lei para que o subsídio de insularidade fosse atribuído a todos os elementos das forças de segurança que prestam serviço na região.

A proposta acabou por ser alterada por um grupo de trabalho constituído por deputados de todas as forças políticas, com exceção da maioria socialista, visando alcançar um consenso que viabilizasse a proposta na Assembleia da República.

Zuraída Soares, que hoje se reuniu com a delegação dos Açores do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, refutou as acusações de incompetência do PS/Açores, acrescentando que o que se pretende é alcançar o maior consenso possível para “fazer justiça e acabar com uma discriminação” dos elementos das forças de segurança.

“Se o PS/Açores tem outra ideia ou outra proposta deveria tê-la discutido em sede de comissão parlamentar, sendo isto que a democracia obriga. O desafio permanece: os socialistas ou votam no próximo plenário a proposta subscrita por todos os outros partidos ou apresentam uma sua proposta”, declarou a parlamentar.

José Paiva, responsável nos Açores pelo SINAPOL, disse temer pelo futuro da proposta, uma vez que o PS é maioria na região, lamentando que “não se reponha uma injustiça” aos agentes que prestam serviço nos Açores.

O dirigente sindical, depois de recordar que o custo de vida nos Açores é “muito mais caro”, apelou ao PS na região para viabilizar a proposta, tal como em 2010, mesmo que esta só possa entrar em vigor em 2017.


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