Associações de pescadores nos Açores pedem ao governo que crie plano sobre demersais

Associações de pescadores nos Açores pedem ao governo que crie plano sobre demersais

 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Nov de 2015, 18:26

A cooperativa Porto de Abrigo e a Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA) propuseram hoje ao Governo Regional que defina um plano para garantir a sustentabilidade das espécies demersais costeiras com maior captura no arquipélago.

"O plano deve ter início em janeiro de 2016, integrando por um período mínimo de quatro anos, durante os quais a atividade das embarcações será reduzida em dois meses", defenderam as duas associações, num comunicado de imprensa.

A Porto de Abrigo tinha já anunciado em outubro a necessidade de aplica um plano de gestão para estas espécies que vivem no fundo do mar.

Em causa está a sustentabilidade das pescarias, já que nos últimos cinco anos o volume de capturas entregues em lota teve um decréscimo significativo.

"Entre 2010 e 2014, houve uma redução gradual de 18.944 toneladas (2010) para 9.104 toneladas (2014)", salientam as associações, acrescentando que desde o início de 2015 até meados de novembro as capturas transacionadas em lota atingiram "apenas 7.824 toneladas" e não se espera que esse valor ultrapasse as 8.800 toneladas até ao final do ano.

Para a Porto de Abrigo e para a APEDA, a situação é "urgente" e exige a dotação de verbas no Orçamento da Região para 2016, que está já a ser discutido na Assembleia Legislativa.

Esse montante deverá assegurar o fundo de maneio necessário para o adiantamento da comparticipação comunitária suportada pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca (FEAMP).

Os proponentes estimam que o orçamento aproximado durante toda a vigência do plano "atinja os 20 milhões de euros, sendo a comparticipação regional anual aproximada de um 1,2 milhões euros".

Para que as medidas de gestão tenham sucesso, as associações consideram que é necessário estabelecer um acordo de parceria entre as diferentes partes interessadas.

Os proponentes defendem a adesão de associações de pesca desportiva, mergulho e náutica de recreio para redução de pesca de espécies como a abrótea, o alfonsim, o boca-negra, o cherne, a garoupa, o imperador ou o goraz, entre outras.

Ao longo desta semana, as associações reuniram-se com representantes de partidos políticos, da Universidade dos Açores e de associações de pesca desportiva e mergulho.


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