Governo dos Açores disponível para garantir sustentabilidade das espécies demersais

Governo dos Açores disponível para garantir sustentabilidade das espécies demersais

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Nov de 2015, 05:10

O Governo dos Açores manifestou abertura para discutir a proposta de duas associações de pesca com vista a garantir a sustentabilidade das espécies demersais, depois de conhecer as regras do novo fundo europeu dos assuntos marítimos.

 

“O Governo (regional) tem abertura para discutir (a proposta), mas não tem neste momento espaço de manobra para ele ter expressão orçamental (em 2016) e há uma peça que falta que é sabermos quanto dinheiro é que conseguimos garantir aos pescadores açorianos se lhes formos propor uma paragem”, afirmou o secretário regional do Mar em declarações à Lusa.

As espécies demersais são as que vivem no fundo do mar.

A cooperativa Porto de Abrigo e a Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA) propuseram hoje ao Governo Regional que defina um plano para garantir a sustentabilidade das espécies demersais costeiras com maior captura no arquipélago.

"O plano deve ter início em janeiro de 2016, integrando por um período mínimo de quatro anos, durante os quais a atividade das embarcações será reduzida em dois meses", defenderam as duas associações, num comunicado de imprensa.

A Porto de Abrigo tinha já anunciado em outubro a necessidade de aplica um plano de gestão para estas espécies que vivem no fundo do mar.

O governante açoriano referiu que logo que sejam conhecidas as regras do novo fundo europeu dos assuntos marítimos e das pescas o Executivo açoriano poderá tomar “uma decisão informada”, fazer “contas concretas” e simular quanto é que os pescadores açorianos receberiam para não pescarem durante um determinado período de tempo.

Reconhecendo que o principio por detrás da proposta já foi apresentado mais do que uma vez, Fausto Brito e Abreu considerou notável que os Açores tenham um setor tão “capacitado e com a preocupação da gestão sustentável” dos recursos marítimos, por não ser essa “a realidade do país como um todo”.

Em causa está a sustentabilidade das pescarias, já que nos últimos cinco anos o volume de capturas entregues em lota teve um decréscimo significativo.

"Entre 2010 e 2014, houve uma redução gradual de 18.944 toneladas (2010) para 9.104 toneladas (2014)", salientam as associações, acrescentando que desde o início de 2015 até meados de novembro as capturas transacionadas em lota atingiram "apenas 7.824 toneladas" e não se espera que esse valor ultrapasse as 8.800 toneladas até ao final do ano.

 



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