Açores garantem manutenção da quota do goraz para os próximos dois anos

Açores garantem manutenção da quota do goraz para os próximos dois anos

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Nov de 2016, 06:22

O Governo dos Açores garantiu hoje a manutenção da quota do goraz nas 507 toneladas para os próximos dois anos, anunciou o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia.

"[Os Açores] vão manter a quota do goraz nas 507 toneladas para 2017 e 2018”, afirmou Gui Menezes, no final da reunião do Conselho Europeu das Pescas, em Bruxelas.

Citado numa nota de imprensa do executivo regional, Gui Menezes destacou que “as negociações foram bastante difíceis”, mas que hoje "é um dia muito importante para o setor das pescas na região”,

“É pouco comum a Comissão [Europeia] e o Conselho não aplicarem quaisquer cortes de quota nas circunstâncias negociais em que nos encontrávamos”, declarou, apontando a argumentação apresentada pelos executivos regional e nacional.

O secretário regional do Mar referiu o estudo sobre os impactos socioeconómicos que a proposta inicial de corte da Comissão Europeia representava para os pescadores e armadores açorianos e o relatório científico relativo ao índice de abundância desta espécie obtido este ano na campanha de investigação como “peças muito importantes” para os resultados obtidos.

A 06 de outubro passado, a Comissão Europeia propôs uma redução generalizada das capturas de peixes de águas profundas para 2017 e 2018, com cortes que chegam aos 20% para peixe-espada preto, goraz e abrótea, em águas nacionais.

No que respeita ao goraz, nas águas continentais as reduções propostas nos TAC (Totais Admissíveis de Capturas) eram de 13% (para as 160 toneladas) no próximo ano e de mais 14% (138 toneladas) para 2018.

Nas águas dos Açores, os cortes avançados eram de 12%, quer em 2017 (para 455 toneladas), quer em 2018 (para 400 toneladas).

No mesmo dia, o executivo açoriano contestou a proposta, considerando que esta teve apenas em conta aspetos biológicos e alertou para o impacto socioeconómico da redução na região.

Hoje, Gui Menezes realçou que “a região contou com o empenho do Governo da República, que colocou o goraz como uma das suas prioridades negociais” nesta reunião, acrescentando que foi ainda “acordado o aumento do tamanho mínimo de captura de goraz para 33 centímetros”.

O governante expressou também satisfação pelo facto de o arquipélago ter conseguido um TAC “de cerca de dez toneladas para tubarões de profundidade enquanto captura acessória”, notando que até agora não havia TAC para estas espécies, “embora seja inevitável que sejam capturados”, considerando os aparelhos de pesca utilizados na pesca demersal e de profundidade.

Segundo a mesma nota do Governo dos Açores, no Conselho Europeu da Pescas foi igualmente decidida a redução da quota de imperador e de alfonsim em cerca de 5% em 2017, mantendo-se depois em 2018, sendo o corte inferior em 1% ao proposto pela Comissão Europeia.

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