Vasco Cordeiro pede a sindicatos "canais de diálogo" sobre emprego no privado


 

Lusa / AO online   Regional   21 de Mai de 2018, 11:44

O presidente do Governo dos Açores pediu hoje aos sindicatos da região e às câmaras de comércio a criação ou reforço de "canais ou espaços de diálogo e concertação" para promover o emprego no privado e combater a precariedade.


"Quero aqui deixar um convite e um apelo, não só a cada um dos empresários e trabalhadores desse setor, mas também às suas organizações representativas, como por exemplo, as Câmaras do Comércio e as estruturas sindicais, desde logo, a UGT/Açores e a CGTP/IN", começou por dizer Vasco Cordeiro.

Depois, o governante concretizou: "Esse convite e apelo é para que, em especial no setor turístico, à semelhança do que, muito recentemente aconteceu, com o empenho de todos os intervenientes, no setor das pescas, criem, ou reforcem, os canais ou espaços de diálogo e concertação que possam conduzir a uma melhoria da remuneração e ao sucesso no combate à precariedade do emprego na região".

O chefe do executivo dos Açores falava na Madalena e discursava a propósito do Dia da Região Autónoma dos Açores, cujas celebrações decorrem hoje na ilha do Pico.

No que refere a matérias laborais, Vasco Cordeiro disse que não "basta" a mera criação de empregos, é preciso "trabalhar para que haja melhor emprego".

"Da nossa parte, Governo dos Açores, em finais do ano passado, tomamos já, no âmbito do Conselho de Governo Extraordinário sobre Emprego e Economia, realizado em 22 de novembro, um conjunto de medidas destinadas a ajudar à concretização desse objetivo", declarou.

O "desafio da qualidade do emprego" exige, todavia, "um envolvimento maior e, sobretudo, um compromisso da parte de todos para que, com todos", seja "mais fácil alcançar o objetivo" de haver melhor e mais bem remunerado emprego.

Vasco Cordeiro destacou o Turismo como um setor que, laboralmente, pode beneficiar da atual "fase de afirmação, crescimento e prosperidade" do destino Açores.

Os "canais de diálogo" reclamados pelo governante - e que devem ligar sindicatos e patrões, por exemplo - é um trabalho que, "pelo menos numa primeira fase, não tem de passar pelo Governo" da região, mas para o qual o executivo pode dar apoio, caso lhe seja pedido.

O Dia da Região Autónoma dos Açores foi instituído pela Assembleia Legislativa em 1980.

A data, feriado regional, celebra a "afirmação da identidade dos açorianos, da sua filosofia de vida e da sua unidade regional", consideradas "base e justificação da autonomia política que lhes foi reconhecida e que orgulhosamente exercitam", salienta o Governo dos Açores.

Este ano são distinguidas 38 personalidades e instituições que se destacaram em várias áreas.

Para Vasco Cordeiro, este é o "dia maior da açorianidade, no qual, simultaneamente", se celebra a "identidade, a região e a autonomia".

"Este é, também, o dia em que celebramos a nossa autonomia porque, efetivamente, ela foi, e é, bem para além da artificialidade da retórica ou das querelas, a expressão política e institucional que, resultando da tensão criadora de diversas perspetivas e propostas, tem sido capaz de responder, em concreto, às legítimas ambições de progresso e desenvolvimento do povo açoriano", disse.




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