Vasco Cordeiro lamenta "visão tacanha" que excluiu Açores da visita de Portas ao Canadá

Vasco Cordeiro lamenta "visão tacanha" que excluiu Açores da visita de Portas ao Canadá

 

Lusa/AO Online   Regional   22 de Set de 2014, 13:08

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, lamentou esta segunda-feira a "visão tacanha" do executivo nacional que leva a que a região autónoma não integre a comitiva encabeçada pelo vice-primeiro ministro que esta semana visita o Canadá.

 

A comitiva liderada por Paulo Portas integra a ministra Assunção Cristas e o secretário de Estado do Mar e tem entre os seus objetivos a captação de investimento relacionado com a chamada "economia do mar".

Em resposta a questões dos jornalistas, Vasco Cordeiro lamentou hoje, em Ponta Delgada, "esta reincidência da parte de algumas entidades da República quanto a conscientemente afastarem a Região Autónoma dos Açores" da "participação" em iniciativas como esta.

"Entendemos que é até um ato de mau gosto, para não dizer coisa pior, esse consciente afastamento", sublinhou, acrescentando que "para além do interesse específico que para os Açores assumem essas questões do mar", está em causa também, neste caso, uma visita ao Canadá, país onde a comunidade portuguesa é "fundamentalmente" constituída por açorianos ou descendentes de açorianos.

Para Vasco Cordeiro, "até parece" que para o Governo nacional a participação dos Açores nestas iniciativas diplomáticas "ou salientar esse papel que os açorianos desempenham no Canadá" reduz "em alguma coisa o prestígio" do país ou dessas visitas.

"Pois a minha perspetiva é exatamente o contrário, não reduz nada, apenas engrandece", afirmou, considerando uma "pena" que "haja vistas tão curtas que levem a que isso seja entendido da forma como tem sido".

Para Vasco Cordeiro, esta é uma atitude "consciente" por parte de algumas entidades nacionais "porque já é muita vez".

"Já não acredito que seja um esquecimento", sublinhou.

O "problema", insistiu, "está em que efetivamente se entende que nestas matérias não deve haver ninguém das regiões autónomas", acrescentou, descartando que possa também tratar-se de uma questão de "despesa", até porque a região poderia assumir os custos da integração de representantes dos Açores na comitiva.

"É triste. Primeiro que tudo não é triste para o Governo dos Açores. Nós felizmente temos interlocutores no Canadá e nos Estados Unidos e, portanto, não dependemos dessas visitas. É triste é para aquilo que isso demonstra de uma visão tacanha e curta da multiplicidade do nosso país", afirmou.

Numa visita à região autónoma em abril, a ministra Assunção Cristas afirmou, no final de um audiência com Vasco Cordeiro, que os Açores "com a sua posição geográfica e com a sua vocação marítima, estão particularmente bem posicionados para serem um ator privilegiado e liderante em matéria de economia do mar" e de "execução da estratégia nacional para o mar".

 



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