Vaga de migrantes vai ser "enormemente positiva" para economias da UE

Vaga de migrantes vai ser "enormemente positiva" para economias da UE

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Mai de 2016, 16:28

A atual vaga de migração vai ser "enormemente positiva", a longo prazo, para a União Europeia (UE), considerou o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), elogiando os esforços europeus para integrar os migrantes.

 

Cerca de um milhão de migrantes, muitos refugiados da guerra da Síria e de outras zonas, chegou à Europa durante o ano passado e quase 200 mil chegaram até mês, através de rotas marítimas e terrestres.

O afluxo causou preocupações nos países mais conservadores da UE, reforçando os partidos de direita, e levando o bloco a negociar um acordo controverso com a Turquia, país de trânsito, para conter a passagem de migrantes.

A falta de mão-de-obra nos países envelhecidos da UE levou o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing, a afirmar que a migração tem um efeito positivo na Europa.

"Em geral, é positivo porque os migrantes trazem muita motivação", disse à agência noticiosa France Presse (AFP), durante a cimeira mundial humanitária que decorre em Istambul.

"Muitos deles trazem uma competência específica ou estão disponíveis para desempenhar tarefas que as pessoas na UE, Estados Unidos ou Japão, por exemplo, não querem fazer", disse o líder da organização intergovernamental.

"Em breve, estarão a colocar dinheiro no mercado e quanto mais depressa virem a sua situação regularizada, mais depressa vão pagar impostos e serão cidadãos e eleitores", acrescentou.

Para William Lacy Swing, os benefícios são "muito positivos a médio prazo e a longo prazo serão enormes".

Com 20 milhões de refugiados e 40 milhões de pessoas deslocadas no mundo, a questão da integração dos migrantes dominou os trabalhos da cimeira.

A Europa passou a agir de forma mais séria, depois de uma fase em que "ignorou os primeiros sinais de alerta" de que os migrantes há quase meia década em campos de refugiados pretendiam seguir para norte.

"A UE está a fazer um esforço sério para tentar responder as questões sobre quem são estas pessoas, quem é efetivamente refugiado, quem pode ser integrado nas economias legais", disse.

Swing elogiou "a coragem" evidenciada pela chanceler alemã, Angela Merkel, na vontade de integrar os migrantes.

"Penso que a UE estava divida sobre esta questão. Isso agravou o problema (...) precisamos de continuar a trabalhar em conjunto para encontrar uma resposta para o problema", afirmou.

"Muitas destas pessoas vão obter o estatuto de refugiado, alguns vão entrar no mercado de trabalho e alguns vão tentar regressar a casa, e em qualquer dos casos precisam de ajuda", disse.

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