Utilização dos serviços postais está em queda mas quem usa está satisfeito

Utilização dos serviços postais está em queda mas quem usa está satisfeito

 

Lusa/AO online   Economia   1 de Abr de 2015, 16:02

A utilização dos serviços postais em Portugal está em queda, mas quem usa está satisfeito com a "evolução geral registada nos correios", revela um inquérito ao consumo dos serviços postais realizado pelo regulador Anacom.

"Em 2014, todos os pontos de acesso à rede postal registaram uma diminuição do número de utilizadores face a 2012, mas os que utilizam manifestam-se satisfeitos com a evolução geral registada nos correios", refere a Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações.

O inquérito foi feito em novembro e dezembro do ano passado e é realizado de dois em dois anos.

Segundo o estudo, o envio e recebimento de correio registado "foi o serviço mais usado - 41,6% dos utilizadores das estações e postos de correio recorreram ao correio registado", seguindo-se o envio e recebimento de encomendas e o envio de correspondência (27%).

"O envio de encomendas e de correio expresso foi efetuado por 13% e 2% dos utilizadores, respetivamente", adianta a Anacom, que acrescenta que as estações de correio fixas foram utilizadas por 52% dos indivíduos.

"Apesar de atualmente ser possível adquirir um conjunto alargado de bens e serviços nas estações dos correios, os inquiridos mostram um elevado grau de desconhecimento sobre a disponibilidade de bens e serviços menos tradicionais nas referidas estações", adianta.

De acordo com o inquérito, os utilizadores de estações e postos de correios recorrem na sua maioria às agências que estão localizadas na sua área de residência (89,6%).

O tempo médio de espera percecionado pelos clientes das estações e postos de correio foi de cerca de 14 e 13 minutos, respetivamente, "valores superiores aos verificados em 2012".

Segundo a Anacom, este é "um dos aspetos que gera maior insatisfação aos utilizadores de estações e postos de correio".

O "correio entregue sem danos" e o "desempenho do pessoal de atendimento", adianta a Anacom, "foram os fatores que maiores níveis de satisfação proporcionaram aos utilizadores" dos serviços postais.

"O 'sigilo/inviolabilidade da correspondência' continua a ser o que maior satisfação proporciona aos clientes, seguindo-se o 'cumprimento dos prazos publicitados de entrega' e, por último, 'o preço'", adianta.

Quanto ao local da receção do correio, 99% das correspondências e 77% das encomendas foi recebida no domicílio.

No que respeita aos inquiridos que receberam correspondências ou encomendas, a maioria (87%) tem a perceção que as entregas de correio na sua área residencial são efetuadas todos os dias.

"Cerca de 3% dos inquiridos preferiam que a distribuição fosse efetuada mais do que uma vez por dia e 13% consideram que, de acordo com as suas necessidades, a frequência de distribuição do correio podia ser mais espaçada, de dois em dois dias ou mesmo mais", adianta.

"Em matéria de regularidade da entrega de correio, a satisfação média é de 8,4 pontos, em 10, abaixo do resultado do inquérito de 2012, que foi de 8,6".

O inquérito resultou de 1.340 entrevistas a indivíduos com idade igual ou superior aos 15 anos, residentes em Portugal continental, Madeira e Açores.

O estudo concluiu que 58,5% dos indivíduos utilizadores de Internet não fizeram compras ou encomendas 'online' no ano passado.

Dos que fizeram compras na Internet, mais de metade indicou que pelo menos uma foi entregou em casa ou no local de trabalho pelos CTT (50,5%) ou por outro prestador de serviços postais (17,3%).

Um quinto (20,4%) dos utilizadores efetuaram compras na Internet que não implicaram entrega física, como bilhetes para espetáculos, livros eletrónicos ('e-books'), entre outros, e quase um quarto (24,2%) levantaram as encomendas nos estabelecimentos postais.

"Cerca de 19% dos indivíduos utilizadores de Internet referiram utilizar serviços de fatura eletrónica em 2014", refere a Anacom.


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