União das Cidades de Língua Portuguesa celebra 25 anos com "grande optimismo para o futuro"


 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Jun de 2010, 11:07

Pouco conhecida pelos portugueses mas com muitos projetos sociais e culturais no currículo, a “otimista” UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa comemora na segunda feira 25 anos, preparando-se para apostar no voluntariado e na promoção turística.

Fundada a 28 de junho de 1985 pelo antigo presidente da Câmara de Lisboa Nuno Kruz Abecasis, a UCCLA (inicialmente denominada União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas) conta hoje com 30 membros efetivos ou associados, entre cidades de Portugal, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau.

Segundo o secretário geral, Miguel Anacoreta Correia, a organização atua sobretudo em três vertentes – institucional, de que é exemplo a homenagem à Cidade Velha de Cabo Verde por se tornar património mundial; ligação às empresas, que será agora reforçada com o incentivo ao turismo; e cooperação, traduzida em iniciativas que “conseguem fazer a diferença”.

Entre elas estiveram ou estão ações concretas (como campanhas de sensibilização ou a execução de projetos) de combate ao HIV/Sida, à pobreza ou à mortalidade infantil, intercâmbio escolar, integração de imigrantes ou recuperação de património, como o Palácio do Governador de Díli.

Outra das áreas em que a UCCLA intervém, como promotora ou apoiante, é a higiene e limpeza, como na criação de sistemas de gestão de resíduos sólidos.

Anacoreta Correia explicou à Lusa que a maior dificuldade é obter e gerir as verbas necessárias a todas as intervenções, que provêm sobretudo de fundos comunitários, municípios, entidades públicas e instituições.

Ainda assim, o responsável garante que a equipa não baixa os braços: “Há um grande otimismo para o futuro, uma vontade de prosseguir com a nossa afirmação. Somos conhecidos na medida em que nos dão voz e entre os nossos mais diretos beneficiários, eles sabem bem quem somos”.

No próximo ano a UCCLA vai começar a promover o voluntariado nas áreas onde existe mais carências, mas os moldes do recrutamento ainda não estão definidos.

Em maio realizar-se-á um fórum de turismo, uma oportunidade rara de as cidades emergentes no setor e outras já afirmadas poderem reunir-se.

Anacoreta Correia apela, contudo, a que os poderes públicos dos vários países intensifiquem os contactos e a troca de experiências, já que se está “muito de longe de fazer o que se pode” pela lusofonia.

“Os países podem comunicar muito melhor e podemos todos incluir formas mais diversas de comunicar. Acho que a lusofonia continua a ser um diamante em bruto”, considera.


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