Um lar de idosos que nasceu "por graça" de João Paulo II


 

Lusa / AO online   Nacional   2 de Out de 2011, 18:08

O lar de idosos de Serzedelo, Póvoa de Lanhoso, um equipamento hoje inaugurado que custou um milhão de euros, nasceu “por graça” de João Paulo II, admitiu hoje o pároco local.

O padre António Lopes, diretor do Centro Social da Paróquia de Serzedelo, disse que entregou ao beato João Paulo II “a sorte” da candidatura ao Programa Pares daquele equipamento.

“Na primeira fase do Programa Pares, a candidatura não teve sucesso, mas não desistimos e concorremos à segunda. Mas confesso que quando vi que havia tantos concorrentes, a minha esperança esmoreceu um pouco. Entreguei a sorte ao papa João Paulo II e prometi que, se fosse aprovada, erigia uma estátua em sua homenagem e batizaria o lar com o seu nome”, explicou.

Há muito tempo sonhado, o lar João Paulo II, foi hoje inaugurado, pelo ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, com a prometida estátua do antigo papa no exterior.

O investimento foi comparticipado pelo Pares em 666 mil euros, tendo a Câmara de Póvoa de Lanhoso entrado com 140 mil.

Tem capacidade para 30 utentes em regime residencial e 20 em centro de dia, dando ainda apoio domiciliário a mais 60 pessoas.

A nova aposta do Centro Social da Paróquia de Serzedelo é, agora, a construção de uma creche, que António Lopes rotulou de “necessidade premente”, para travar a desertificação da freguesia e do concelho.

António Lopes celebrou hoje mais um aniversário natalício e ainda os 50 anos de pároco de Serzedelo, tendo tido direito aos “parabéns a você” por um coro que incluía uma voz ministerial.

Na hora de festa, o sacerdote desfiou memórias de toda uma carreira na freguesia, lembrando que na década de 1960 repartia pão, queijo e leite por 110 crianças que iam para a escola em jejum.

Em 1972, fundou a telescola e dois anos depois conseguiu fazer com que a luz elétrica chegasse à freguesia, para substituir as velhas candeias e lanternas de petróleo.

“Também contribuí que os homens desta terra que iam trabalhar para o estrangeiro não fossem explorados pelos passadores, conseguindo passaportes junto do governador civil”, congratulou-se.

Há 21 anos, fundou o Centro Social.


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