Último frente-a-frente entre Passos e Costa realiza-se hoje nas rádios

Último frente-a-frente entre Passos e Costa realiza-se hoje nas rádios

 

Lusa/AO Online   Nacional   17 de Set de 2015, 06:06

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e o secretário-geral do PS confrontam-se esta quinta-feira no segundo e último debate entre os dois, que vai ser conduzido e transmitido em simultâneo na Rádio Renascença, Antena 1 e TSF.

 

O palco do frente-a-frente será o Museu da Eletricidade, em Lisboa, à semelhança do que aconteceu no primeiro debate, que aconteceu no dia 9 de setembro, e foi transmitido nas três televisões generalistas de sinal aberto.

O debate, em formato inédito, tem início marcado para as 10h00 (menos uma nos Açores) e a duração estimada de uma hora e 30 minutos.

Os moderadores serão os jornalistas Maria Flor Pedroso (Antena 1), Graça Franco (Rádio Renascença) e Paulo Baldaia (TSF).

O confronto televisivo de dia 09 entre os dois candidatos ficou marcado pelos temas da Segurança Social, do BES, a governação de José Sócrates ou a última vaga de emigração.

O secretário-geral do PS começou o debate com o presidente do PSD ao ataque, acusando-o de pôr o país a regredir, com Passos Coelho a contrapor que António Costa quer repetir a receita "socrática" de "desastre" de 2009.

Costa acusou depois a coligação PSD/CDS-PP de querer promover a especulação financeira através do plafonamento da Segurança Social, o que comparou a lançar os contribuintes "na situação em que estão os lesados do BES". Passos Coelho voltou a acenar com a anterior governação do PS: "Especulação foi aquilo que o Estado fez e ia fechando em 2011".

O secretário-geral do PS serviu-se de uma resolução do Governo para apoio a jovens emigrantes para acusar o primeiro-ministro de governar a enganar, enquanto Passos procurou colar os socialistas às lógicas de Sócrates e do Syriza.

No debate, o presidente do PSD procurou descredibilizar o programa dos socialistas, referindo por diversas vezes o nome do ex-primeiro-ministro José Sócrates e, já na parte final, comparando o PS, em termos de atuação perante os problemas, à atuação do executivo grego do Syriza.

No final, o líder da coligação Portugal à Frente considerou que o debate televisivo foi “esclarecedor” de que as visões dos dois partidos são diferentes, enquanto António Costa se dirigiu aos portugueses para afirmar que há alternativa.

Segundo dados da GFK, divulgados no dia posterior, o debate de dia 09 foi o mais visto desde que há mais do que um canal de televisão em Portugal, sendo acompanhado por mais de 3,4 milhões de pessoas.


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