UGT/Açores quer "transparência" na aplicação dos fundos comunitários


 

Lusa/AO online   Regional   25 de Set de 2014, 18:40

A UGT/Açores defendeu uma "boa aplicação" do envelope financeiro que a região vai receber da União Europeia até 2021 e "transparência" para que os apoios sejam distribuídos de forma igual "sem que haja afilhados e afilhadas".

 

“É preciso que estes mil e quatrocentos milhões de euros, que é muito dinheiro, sejam colocados à disposição do desenvolvimento e que haja a coragem de que esse dinheiro seja bem aplicado e inteligentemente aplicado em projetos com viabilidade económica”, afirmou o secretário-geral da UGT/Açores, Francisco Pimentel.

O dirigente da UGT na região falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada onde foi divulgado o “caderno de preocupações económico-sociais para 2014-2015” da estrutura sindical.

Francisco Pimentel sublinhou que “grande parte” do dinheiro “vai ser destinado ao apoio de criação de empresas”, apoiando jovens empresários, pelo que é preciso que estes fundos comunitários "sejam bem aplicados" e que seja garantida "a transparência" destes investimentos de maneira a "não privilegiar uns ou apadrinhar uns" e "criar enteados".

“Vamos estar muito atentos e acompanhar todo este processo que vai ser importante para o nosso desenvolvimento, porque é talvez das últimas oportunidades que os Açores têm para que possam dar um salto qualitativo”, sustentou, frisando que é preciso "aumentar a capacidade produtiva, os investimentos privados na região, criar empresas, criar empregos sustentáveis, aumentar as exportações da região e fixar os jovens através de emprego qualificado".

Para a UGT/Açores, “impõe-se que o Governo Regional promova um conjunto de políticas tendentes à criação e desenvolvimento do setor reprodutivo regional, nomeadamente nos setores onde possui potencialidades endógenas e revela capacidades de resposta imediata em termos de oferta de bens e serviços": agricultura, pescas e turismo.

Lembrando o investimento no passado em obras públicas para dotar a região de estruturas básicas, Francisco Pimentel afirmou que numa segunda fase foram criados "elefantes brancos com pouco ou nenhum crescimento de emprego" e "com pouco efeito reprodutivo em termos de crescimento de produção de bens e serviços transacionáveis".

A UGT/Açores volta a insistir também nos aumentos salariais entre 2,5% e 3% na função pública, tendo em vista “a reposição do poder de compra perdido nos últimos anos”, já que desde “2009 um dos setores importantes da empregabilidade do pais, a administração pública, não tem aumentos”.

Quanto à atualização do salário mínimo, Francisco Pimentel destacou o acordo alcançado entre o Governo da República, as associações patronais e a UGT, embora admita que o valor seja “pouco no contexto nacional”.

“Mas antes isso do que nada”, sustentou, admitindo ainda que nos Açores possa ser possível alterar a percentagem do acréscimo regional ao salário mínimo, já que o valor atual foi apurado em 2002. Mas antes será necessário tentar realizar um estudo para "averiguar" qual é atualmente o diferencial entre o custo de vida nos Açores e continente, acrescentou.

Nos Açores, o salário mínimo nacional tem um acréscimo de 5%.

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