UE aumenta ajuda humanitária à Síria em 215 ME

UE aumenta ajuda humanitária à Síria em 215 ME

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Set de 2014, 11:23

A União Europeia vai aumentar o apoio à Síria e aos países vizinhos em 215 milhões de euros, com o objetivo de ajudar os sírios que permanecem no país mas também aos milhares de refugiados forçados a atravessar a fronteira.

 

Do total do novo pacote de ajuda, disse hoje a Comissão Europeia, 50 milhões de euros são para ajuda humanitária e 165 milhões de euros para apoiar o desenvolvimento de longo prazo.

A Comissão Europeia considera que esta ajuda irá proporcionar algum alívio dentro e fora da Síria, apoiando também os milhares de refugiados que fogem para países vizinhos.

Na nota hoje divulgada pelo órgão executivo da UE, a comissária Kristalina Georgieva, responsável pela ajuda humanitária, elogiou a generosidade dos países que recebem os refugiados sírios, considerando que estão a levar “ao limite” a sua capacidade de acolhimento.

“Só nos últimos dias, mais de cem mil pessoas atravessaram a fronteira para a Turquia, cujo Governo merece a nossa profunda gratidão por manter a sua fronteira aberta”, afirmou, numa mensagem em que pediu mais uma vez o fim dos combates e uma solução política.

Também o comissário responsável pelo alargamento e política europeia de vizinhança, Štefan Füle, considerou que as capacidades dos países vizinhos estão a chegar ao limite e disse que, com nova ajuda, a UE mostra que está solidária com o povo sírio e também com os governos que recebem os refugiados.

“O significativo novo financiamento europeu irá permitir a poupança de vidas e a assistência, tanto dentro da Síria como nos países vizinhos”, afirmou, detalhando que entre a assistência se inclui atendimento médico, alimentos, água potável e fornecimento de abrigos.

O conflito da Síria já dura desde março de 2011 e não dá sinais de que vá acalmar, representando atualmente um grave problema humanitário no mundo. Estima-se que 10,8 milhões de pessoas, dentro da Síria, precisem de ajuda. Outros três milhões de pessoas foram forçadas a fugir e a encontrar refúgio nos países vizinhos.

Além disso, mais de 190 mil pessoas já perderam a vida no conflito e muitos milhares ficaram feridas.

 


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