Trump qualifica controvérsia com ingerência russa como uma "caça às bruxas"

Trump qualifica controvérsia com ingerência russa como uma "caça às bruxas"

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   6 de Jan de 2017, 16:34

O Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, criticou a atenção excessiva que está a ser dada aos alegados ciberataques russos durante a campanha eleitoral das presidenciais americanas, sugerindo que tal foco tem como objetivo enfraquecê-lo politicamente.

 

“A China, muito recentemente, pirateou 20 milhões de nomes da administração”, disse hoje o Presidente eleito, numa entrevista ao jornal The New York Times.

“Porque é que ninguém fala sobre isto? É uma caça às bruxas política”, afirmou.

Referindo-se aos seus adversários democratas, Trump declarou: “Foram derrotados fortemente na eleição. Ganhei mais condados do que [ex-Presidente republicano] Ronald Reagan”.

“Eles têm vergonha. De certa maneira, é uma caça às bruxas", insistiu o sucessor de Barack Obama na Casa Branca, que será empossado a 20 de janeiro, numa cerimónia pública em Washington.

Nos últimos dias da administração de Obama, os chefes dos serviços de informações dos Estados Unidos acusaram publicamente Moscovo, nomeadamente altos responsáveis do Governo russo, de ter realizado ataques informáticos contra o Partido Democrata e o endereço de correio eletrónico de um elemento próximo da candidata presidencial democrata Hillary Clinton durante as recentes eleições presidenciais norte-americanas.

Os alegados ciberataques teriam o objetivo de favorecer Trump, em detrimento de Hillary Clinton.

Trump sempre contestou publicamente a presumível ingerência eleitoral da Rússia, país com o qual deseja melhorar as relações.

O Presidente eleito vai receber hoje um relatório sobre este dossiê em Nova Iorque, durante uma reunião que vai contar com a presença de responsáveis da CIA, FBI (polícia federal) e da Direção Nacional de Informações, estrutura que tem sob a sua alçada as 17 agências de serviços de informações norte-americanas.

“Dito isto, não quero que os países pirateiem o nosso país”, disse ainda ao The New York Times.

“Piratearam a Casa Branca. Piratearam o Congresso. Nós somos a capital mundial da pirataria”, concluiu.

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