'Troika' vai dar mais tempo a Espanha para reduzir défice

'Troika' vai dar mais tempo a Espanha para reduzir défice

 

Lusa   Economia   22 de Dez de 2012, 13:28

A Comissão Europeia comprometeu-se a dar mais tempo a Espanha para que reduza o défice, revelou hoje o diário El País, com o BCE a sugerir um acréscimo de um ano e o FMI a propor dois.

“Ganhe quem ganhe, o certo é que haverá mais tempo”, escreve o jornal espanhol, citando fontes em Bruxelas confirmadas pelo Governo madrileno.

De acordo com a publicação, é possível que a flexibilização das condições dadas a Espanha seja estendida também a França, mas não só: Itália e Holanda, cujos prazos para correção dos défices terminam, respetivamente, este ano e no próximo, de acordo com a própria Comissão Europeia.

O El País recorda que “não haverá grandes estímulos para crescer devido à insistente negação de uma Alemanha em ano eleitoral”, o que, ainda assim, não quer dizer que Berlim permita um agravamento das condições económicas na zona euro.

O Executivo espanhol deverá esperar até ao anúncio das novas metas fiscais a 15 de fevereiro antes de se pronunciar acerca de um pedido de resgate, rejeitado esta semana pelo presidente do Governo, Mariano Rajoy, segundo fontes governamentais citadas pelo diário, com um olho nas eleições em Itália e nos desenvolvimentos do mercado, em particular no que toca a alterações de notação financeira.

Madrid teria de atingir um défice de 6,3% este ano, mas vai ficar-se pelos 7% (fora as injeções sobre a banca), enquanto para 2013 o objetivo seria de 4,5% que, na realidade, deverá ser de 6%, deixando a meta dos 3% para 2015 ou 2016.

Em Portugal, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou em setembro que o Governo acordou com a 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) a revisão das metas para o défice das contas públicas, permitindo o adiamento por um ano do cumprimento do limite de 3%.

"Foi acordada a revisão dos limites quantitativos para o défice e dívida", afirmou, então, Vítor Gaspar, sublinhando que, assim, o limite para o défice das contas públicas passa a ser de 5% este ano, 4,5% em 2013 e 2,5% em 2014".


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