Finanças

Trichet critica duramente comportamento de bancos na crise

Trichet critica duramente comportamento de bancos na crise

 

Lusa/AO online   Economia   19 de Jun de 2010, 15:58

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), o francês Jean-Claude Trichet, criticou de forma dura as instituições bancárias devido ao seu comportamento durante a crise financeira, sublinhando que teriam desaparecido todas, se não fossem "protegidas".

Em declarações avançadas hoje pelo jornal alemão "Welt am Sonntag", Trichet afirma que valeu aos bancos a proteção do BCE, que os "manteve debaixo de olho". Na entrevista, o responsável sublinha a sua incompreensão pelas ações tomadas por muitos dirigentes, que acreditavam que podiam continuar a trabalhar da mesma forma como acontecia antes da falência do Lehman, no Outono de 2008. As críticas maiores do responsável do BCE são feitas aos excessivos salários, bonificações e benefícios alcançados num curto espaço de tempo, sem que fosse feita a relação com a economia real e que estão em desacordo com os "valores democráticos fundamentais". Trichet não deixou de defender a decisão do BCE, que foi fortemente criticada pela Alemanha, de adquirir, desde 09 de maio passado, divida pública de países como Grécia, Portugal ou Irlanda. "A situação era demasiado dramática. A Europa era nesse momento o epicentro da crise", explicou. Trichet considerou ainda que os governos alemão e francês têm uma apreciável responsabilidade na crise financeira quando há seis anos violaram o Pacto de Estabilidade e Crescimento. "Gostaria que a opinião pública alemã tivesse reagido com a mesma indignação face à violação do Pacto de Estabilidade em 2004 como o fez à nossa decisão de comprar dívida pública. Os governos foram extremamente pouco fiáveis durante meses e anos", concluiu.


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