Três polícias de Chicago acusados de encobrir assassínio de adolescente negro


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   28 de Jun de 2017, 12:09

Três agentes da polícia de Chicago foram acusados de mentir e conspirar para encobrir o assassínio em 2014 de um adolescente negro, alvejado 16 vezes por um polícia branco.

 

A acusação, divulgada na terça-feira ao final do dia, alega que um atual e dois ex-polícias mentiram sobre os acontecimentos de 20 de outubro de 2014, quando o agente Jason Van Dyke, 37 anos, matou Laquan McDonald, de 17.

A versão dos polícias prevaleceu até ser divulgado, em 2015, o vídeo filmado pela câmara de bordo do carro patrulha, no qual se vê o adolescente cair no chão depois de ter sido alvejado, aparentemente incapacitado, e o agente a continuar a disparar tiro atrás de tiro sobre o seu corpo.

Van Dyke foi então acusado de homicídio qualificado e aguarda julgamento.

A acusação aos três polícias alega ainda que os agentes mentiram quando afirmaram que o jovem ignorou ordens verbais e que um deles mentiu num relatório em que afirmou que os outros dois foram atacados pelo adolescente.

“Os conspiradores criaram relatórios policiais nas primeiras e decisivas horas e dias após o homicídio de Laquan McDonald que continham informação falsa”, lê-se na acusação.

Os três polícias são acusados de obstrução à justiça, desvio de conduta e conspiração.

Patricia Brown Holmes, nomeada em julho procuradora especial para investigar os agentes que assistiram ao incidente, afirmou num comunicado que os três polícias acusados – David March, Joseph Walsh e Thomas Gaffney – “coordenaram as suas ações para se protegerem mutuamente e a outros membros do Departamento de Polícia de Chicago”.

Entre outras ações, os três submeteram relatórios falsos, ignoraram provas em contrário e não entrevistaram testemunhas chave.

“A acusação deixa claro que estes arguidos foram mais longe do que o chamado ‘código de silêncio’”, acrescentou, precisando que eles “mentiram para impedir investigadores independentes de chegar à verdade”.


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