Trabalhadores querem aumento, presidente da SATA diz que OE não o permite

Trabalhadores querem aumento, presidente da SATA diz que OE não o permite

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Jul de 2016, 07:50

O Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil defendeu hoje um novo acordo de empresa na SATA que contemple um aumento salarial, mas o presidente da transportadora disse que o Orçamento do Estado não o permite.

“O nosso acordo de empresa não pode ficar parado no tempo e tem que ser revisto com vantagens para os tripulantes de cabine mas também para a operadora. Obviamente, estaria a mentir se não dissesse que queremos uma revisão da tabela salarial”, declarou Luciana Passo.

A sindicalista, que esteve hoje reunida com o presidente do conselho de administração do grupo SATA, Paulo Meneses, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, três horas e meia, adiantou que esta pretensão “poderá não ter aplicação no presente”, ficando “estudada para quando houver oportunidade”.

A dirigente, salvaguardando que existe matéria no acordo de empresa que “nem sequer está adaptada à realidade da aviação comercial”, considerou ser ainda “muito importante salvaguardar o tempo de trabalho e de descanso dos tripulantes de cabine” no documento.

Luciana Passo declarou que se continua a “desconhecer” o plano estratégico para o grupo SATA, estando “ainda em estudo e permanente mutação”, tendo reiterado as suas “desconfianças” sobre se a transportadora aérea vai ser privatizada ou não quando se refere no documento a dispersão de capital.

Paulo Meneses declarou que “a privatização, ou não, é um assunto que não compete ao conselho de administração da SATA, mas sim ao acionista”, que é a região, salvaguardando que esse “não é o objetivo do Governo Regional”.

“O que está escrito no plano estratégico é a abertura do capital, o que não significa privatizar a empresa. Pode querer dizer, eventualmente abrir o capital a outros parceiros ou outras entidades, mas mais nada do que isso”, afimou Paulo Meneses.

O responsável pela SATA declarou em relação a um eventual revisão salarial que esta não pode ser efetuada porque o Orçamento do Estado de 2016 “não o permite”.

“Sabemos que em 2017 vai haver um novo Orçamento do Estado e vamos ver o que vai dizer em relação a revisões salariais”, frisou.

O responsável máximo da SATA declarou que o plano estratégico da operadora está a ser revisto, estando o plano operacional “praticamente concluído”, para depois reestruturar financeiramente a empresa, que poderá ou não adquirir um novo Airbus A330.


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