Trabalhadores da PT nos Açores preocupados com desmembramento da empresa

Trabalhadores da PT nos Açores preocupados com desmembramento da empresa

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Set de 2017, 14:29

Um grupo de trabalhadores da Portugal Telecom (PT) nos Açores manifestou hoje junto da presidente do Parlamento dos Açores, Ana Luís, a sua preocupação com a "desmantelamento da operadora" dada a transferência de funcionários para outras empresas.

No final de uma audiência realizada na sede da Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, José Correia, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisuais, alertou para os "atropelos" que a administração da Altice, dona da PT, tem efetuado na gestão do seu quadro de pessoal, bem como para o perigo de "desmantelamento ou desmembramento da empresa".

"O trabalhador está a ser utilizado como coisa. A empresa está a transitar uma data de trabalhadores para outras empresas, cuja estrutura de capital e património é reduzida", explicou José Correia, advertindo para o facto dessas pequenas não terem capacidade para "fazer face a eventuais encargos que venham a acontecer, numa situação de insolvência ou de despedimento coletivo".

Os membros das organizações representativas dos trabalhadores da PT já tinham sido recebidos, em agosto, pelo presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada.

José Correia adiantou que o objetivo destas audiências é também apelar aos órgãos de Governo próprio da região para que interfiram junto do primeiro-ministro, António Costa, e do líder da bancada do PS na Assembleia da República, Carlos César, para que recebam as estruturas representativas dos trabalhadores.

"Já várias vezes foram solicitadas audiências com o senhor primeiro-ministro e com os senhor Carlos César, mas nunca nos receberam", lamentou o dirigente sindical, que entende que essas reuniões são fundamentais, para "regulamentar uma disposição que está no Código de Trabalho", que permite a "oposição do trabalhador" a determinadas alterações propostas pela administração da PT.

No arquipélago dos Açores há 216 trabalhadores da PT/Meo.

As preocupações com a situação laboral da operadora de telecomunicações passam pelas cerca de 1.400 rescisões contratuais em dois anos, pelos cerca de 300 trabalhadores que ficaram sem funções, a que se junta a mudança de mais de 150 funcionários para empresas da Altice e de outros parceiros do grupo, recorrendo à figura de transmissão de estabelecimento.

 



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