TPI não processará Israel por ataque a frota humanitária para Gaza


 

Lusa/AO online   Internacional   6 de Nov de 2014, 10:40

O Tribunal Penal Internacional (TPI) não processará Israel pelo ataque contra uma frota humanitária com destino a Gaza, em maio de 2010, que causou 10 mortos, ainda que seja "razoável pensar que foram cometidos crimes de guerra".

 

A procuradora Fatou Bensouda indicou num comunicado que, “depois de analisar minuciosamente todos os fatores pertinentes”, decidiu que não haverá uma investigação que conduziria a um eventual processo porque os alegados crimes não são “suficientemente graves”.

O caso foi apresentado ao TPI pelo Governo das Comores, Estado integrante do Estatuto de Roma, o tratado fundador do tribunal, mas também onde estava registado o navio almirante Mavi Marmara, da frota internacional de ajuda humanitária.

Nove cidadãos turcos morreram quando um comando israelita atacou a 06 de maio de 2010 o navio Mavi Marmara, que integrava uma frota de seis embarcações, que tentavam furar o bloqueio à Faixa de Gaza. Um décimo ativista morreu depois devido a ferimentos.

Israel impôs um bloqueio à Faixa de Gaza em 2006 depois de um soldado israelita ter sido raptado junto ao enclave palestiniano. O soldado foi libertado em 2011 em troca de 1.000 presos palestinianos detidos por Israel.

O bloqueio foi reforçado em 2007 quando o movimento islamita palestiniano Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza e ligeiramente suavizado por pressão internacional depois do assassínio dos ativistas turcos.

O ataque prejudicou gravemente as relações entre os anteriores aliados regionais Israel e Turquia, tendo Ancara pedido desculpas formais e compensações para as famílias dos mortos, bem como o levantamento do bloqueio. Israel recusou.

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