Timor-Leste celebra 15º aniversário da consulta popular, mas a luta continua pelo desenvolvimento


 

Lusa/AO Online   Internacional   29 de Ago de 2014, 10:02

Timor-Leste celebra sábado o 15º aniversário da consulta popular que restituiu a independência à meia ilha ocupada desde 1975 pela Indonésia, mas o referendo foi apenas uma batalha ganha numa guerra que continua pelo desenvolvimento do país.

 

Depois de 24 anos de ocupação indonésia, a ONU propôs em maio de 1999, a criação de uma missão para Timor-Leste para organizar uma consulta popular.

Era a primeira vitória da resistência timorense, depois de mais de 20 anos a lutar pela restauração da independência do país, proclamada unilateralmente a 28 de novembro de 1975, após a saída de Portugal.

Estabelecida em junho de 1999 pelo Conselho de Segurança, a Missão da ONU para Timor-Leste chegou finalmente ao país e inicia o processo de recenseamento, enquanto consegue que as forças favoráveis à independência e os partidos integracionistas assinem um "Código de Conduta para os Participantes na Consulta Popular".

A Indonésia, responsabilizada pela ONU pela manutenção da paz e segurança em Timor-Leste durante a consulta popular e pressionada pela comunidade internacional, nomeia um novo comandante militar.

A votação começa às 06:30 da manhã de 30 de agosto de 1999, cerca de três horas depois de abertas as urnas quase 50 por cento dos eleitores já tinham votado. A participação atingiu os 98,6 por cento.

Mais um gesto da luta timorense que teve consequências imediatas. As milícias pró-indonésias começam os ataques, que aumentaram a 04 de setembro com o anúncio da contagem dos votos. Mais de 78 por centos dos eleitores dão a vitória à independência.

A seguir é lançada uma campanha de violência, destruição, deportações em massa, roubos e incêndios. A população foge para as montanhas e a ONU abandona Díli.

A 15 de setembro, o Conselho de Segurança condena os atos de violência e exige que os responsáveis sejam apresentados à justiça, cinco dias mais tarde entra em Timor-Leste uma força liderada pela Austrália, a Interfet.

Timor-Leste conquista a sua independência a 20 de maio de 2002, mas a guerra continua e para a vencer falta conquistar a mais longa das batalhas, o desenvolvimento do país, que segundo as autoridades timorenses, deverá ser de desenvolvimento médio-alto até 2030.

 

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